Bento XVI em “Terra Austral do Espírito Santo”

Colaboração dos Leitores As Jornadas Mundiais de Juventude são o acontecimento internacional que reúne um maior número de jovens de todo o mundo e são, por excelência, um meio para que eles possam construir laços de amizade e de esperança entre os diferentes povos e culturas, bem como uma oportunidade para celebrarem e aprofundarem a sua fé.

As Jornadas Mundiais de 2008, não só foram um êxito para a Igreja como para o seu Pontífice que, apesar dos 82 anos festejados em Sydney, em nada se poupou para corresponder aos desafios dos milhares de jovens, buliçosos e peregrinos – cerca de 400.000 – oriundos dos cinco continentes. Também este facto é admirável, dado o elevado preço das tarifas aéreas e as enormes distâncias que os separavam da Austrália.

Um verdadeiro festival de cultura católica – sobretudo de doutrina e de oração – levou mesmo os jornalistas mais cépticos ou descrentes a reconhecerem a beleza contagiante da fé em Cristo naqueles jovens transbordantes de espontânea alegria, de serenidade, de paz e de confiança num futuro moderno e globalizante.

Face ao deserto espiritual e ao indefinível vazio que grassa na nossa cultura, como consequência da falta de esperança e crença, os jovens foram convidados a serem arautos de uma nova era, na qual o amor não seja ambicioso, mas sim puro, fiel, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, que promova o bem e irradie a beleza.

Reconstruir o homem arrasado pelo egoísmo e pelo ódio, derramar o sabor doce, de cariz cristão… e a certeza de que a felicidade é possível e depende do empenho de cada um de nós em plasmar a sociedade com a mensagem salvífica da Boa Nova de Cristo foi a mensagem que de Sydney irradiou para todo o mundo, a partir do coração fulgurante da juventude que, em jubilosa festa de fé, ainda acredita que a vida vale a pena, porque conhece o caminho e a Verdade que a conduz.

                                                                               

Maria Susana Mexia