Bento XVI presidiu, no sábado e no domingo, ao segundo consistório do seu pontificado, deixando aos 23 novos Cardeais (nenhum português) uma forte mensagem contra o “arrivismo” ou o carreirismo dentro da Igreja, à qual se devem dedicar num “serviço de amor”.
Na sua homilia, o Papa lembrou que a sua missão é a de serem “servos”, dedicando-se à Igreja até ao derramamento de sangue, como simboliza a púrpura do cardinalato.
Numa Basílica de São Pedro completamente lotada por 7 mil fiéis, a que se somaram 20 mil fiéis no exterior da igreja, que acompanharam a celebração através de quatro ecrãs gigantes, Bento XVI quis vincar que a vida dos cristãos não deve ser orientada por privilégios ou desejo de poder.
“Todo o verdadeiro discípulo de Jesus pode aspirar apenas a uma coisa: partilhar a sua paixão, sem reivindicar qualquer recompensa”, observou. Os cristãos são chamados a “assumir a sua condição de servos, seguindo os passos de Jesus, gastando a sua vida pelos outros de forma gratuita e desinteressada”, disse.
