Quaresma “As respostas necessárias e procuradas neste tempo de crise não podem ser pedidas apenas aos governantes, por muitas que sejam as suas responsabilidades nesta situação a que chegamos. Todos os crentes, todos nós, devemos contribuir para caminharmos em frente com coragem, vencendo medos e recuperando esperança”, disse D. António Francisco, na celebração de Quarta-feira de Cinzas, a que presidiu na Sé de Aveiro.
D. António Francisco referiu que “vivemos um tempo difícil”. “A crise económica no nosso país e na Europa inquieta-nos, fragiliza-nos e magoa sobretudo os mais pobres, os mais isolados e sós, os mais jovens e as famílias sem trabalho”, disse. Contudo, “o pior que pode acontecer a uma sociedade é perder o encanto pela vida e perder a esperança no futuro”, pelo que apelou a uma “Igreja ao serviço da vida e do bem comum”. Em jeito de oração, lembrando aquela que é atribuída a Francisco de Assis, afirmou, o Bispo de Aveiro: “Que leve a sobriedade onde só existe o sonho da abundância; que leve a voz da verdade e da amizade onde há medo e solidão; que leve o pão onde há fome ou receio de pedir; que ajude a encontrar trabalho para quem dele precisa; que eduque para a partilha fraterna e solidária para que haja na nossa cidade e diocese o necessário para todos e para cada família”.
O Bispo de Aveiro sublinhou que a celebração das Cinzas e o seu significado litúrgico e valor espiritual “dizem-nos que é frágil a nossa natureza humana e lembram-nos que das cinzas caídas sobre nós deve renascer a certeza inabalável da fé, fruto do acolhimento do evangelho, da conversão pessoal, da ascese cristã e da vivência da caridade”. “Interessemo-nos pelos nossos irmãos prestando-lhes atenção, como nos pede o Santo Padre na sua Mensagem”.
