No dia 19 de Julho, D. António Francisco teve o último encontro com os voluntários que partem em missão já durante esta semana.
D. António lembrou que partem ao serviço e em nome da Igreja de Aveiro, com uma parcela de Evangelho para dar a quem encontrarem, e pediu aos voluntários leigos missionários que sejam cuidadosos com os que precisam, que atentem no que vão ser, mais do que no que vão fazer. De facto, as memórias e os olhares daqueles que os vão acolher, vão centrar-se não na lista de trabalhos que fizeram em tempo de Missão, mas nas marcas de SER que deixarem lá em testemunho.
São 17 os voluntários que partem para vários locais de missão. Dois para a Amazónia (partiram ontem), seis para a Guiné (três partiram na semana passada e três vão no dia 27 de Julho) e onze para Angola (dois partem no dia 31 de Julho, sete no dia seguinte e mais dois no início de Setembro).
Findo um ano de preparação, levam na bagagem, para além de muito material escolar, livros e brinquedos, a esperança e os olhos bem abertos aos sítios e às suas necessidades, para que no regresso o trabalho de Missão continue do lado de cá, dando testemunho do que se viu e continuando a dar luz a projectos que possam combater alguns dos problemas que verificaram no terreno.
Terminando o encontro com um diálogo profícuo entre voluntários e o Bispo de Aveiro, este lembrou-lhes uma ideia do padre jesuíta e arqueólogo francês Teillard de Chardin, que, estudando o passado e vivendo a fé em testemunho, verificou que “o futuro pertence àqueles que lhe derem razões de esperança”.
Tão simples, esta é a Missão: contar a história de Jesus, o Homem-liberdade, que deu esperança ao mundo.
Pedro Neto
