
Espírito rotário passa por abrir o coração e “influenciar positivamente as estruturas sociais em prol de uma sociedade mais justa”, disse D. António Francisco.
D. António Francisco foi nomeado membro honorário do Rotary Clube de Aveiro e brindou as 250 pessoas que participaram no jantar promovido pelos rotários aveirenses e alargado as outras organizações com uma comunicação em que falou das suas origens, da história de Aveiro e da responsabilidade que todos têm pelo bem comum. “É responsabilidade de cada um de nós transformar a argila humana, vulnerável e quebradiça, em pedras novas, de firme e sólida construção. Ao engenho individual de cada um urge juntar a solidariedade e a relação entre todos. Passa muito por aqui o verdadeiro espírito rotário abrindo o coração humano e influenciando positivamente as estruturas sociais em prol de uma sociedade mais justa, mais solidária e mais fraterna”, disse o bispo eleito do Porto.
No jantar que decorreu no Museu de Aveiro, na noite de 21 de março, estiveram, entre outros, autarcas dos dez concelhos da área da Diocese de Aveiro, rotários de Braga e do Porto, membros dos Lions de Aveiro, membros de confrarias, responsáveis do Museu de Aveiro e a diretora regional da Cultura do Centro, Celeste Amaro, que deixou “diante de toda a gente”, como fez questão de realçar, a sua palavra de compromisso com o projeto dos vitrais da Sé de Aveiro, como resposta a um pedido do prelado noutra ocasião. Celeste Amaro revelou ainda que tem um “relacionamento institucional” com os seis bispos da região Centro, mas só em D. António Francisco encontra “alguém em quem posso tocar e que me toca também”.
Gaspar Albino, pelos Lions Club Santa Joana Princesa – Aveiro, realçou que D. António Francisco chegou a Aveiro como “pastor de rebanho de almas” para se converter em “pescador de almas”. Dirigindo-se ao bispo eleito do Porto, disse: “Vá para o Porto, mas leve-nos a todos no coração. Nunca se esqueça de nós, porque nós jamais o esqueceremos”.
Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro e da CIRA (Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro) deixou os comensais a sorrir quando afirmou que a Ria de Aveiro é “mais democrática” que o rio Douro, pois neste a água corre sempre no mesmo sentido, e quando afirmou que D. António “deixa a melhor diocese do país para ir apenas para a maior”.
Lauro Marques, presidente do Rotary Club de Aveiro, realçou a comunicação de D. António Francisco, “cheia de humanismo”, e retomou a metáfora aquática ao revelar o desejo de “abrir um canal entre o rio Douro e a Ria de Aveiro para trazê-lo de volta”. Observou, por outro lado, que o prelado “é rotário há muito tempo”, tal como outros rotários já haviam dito que ele cumpre o lema “dar de si antes de pensar em si”.
Os rotários aveirenses ofereceram a D. António Francisco duas peças sobre Santa Joana: um quadro de Gaspar Albino e uma peça em porcelana da Vista Alegre. Refira-se ainda que os participantes do jantar organizado pelos rotários, com destaque para Paulo Pinho, pagaram 25 euros pela participação. Um quarto dessa quantia tem como destino o fundo diocesano de emergência social.
Jorge Pires Ferreira
