Visita pastoral do Bispo de Aveiro a Bustos foi, segundo palavras do pároco, “sopro na cinza para que o brilho e o calor das brasas da fé revivam e resplandeçam”.
D. António Francisco concluiu a visita pastoral à paróquia de S. Lourenço de Bustos no dia 10 de Abril. A visita começou no dia 4 de Abril, diante do sacrário, com o pároco, P.e Manuel Arlindo da Rocha Valente, “rezando por todos, falando a Deus de cada um de nós, antes de falar de Deus a cada um de vós”, como relatou o Bispo de Aveiro na celebração final. O prelado recordou alguns momentos importantes, como quando visitou doentes e uma senhora acamada há vários anos o “contrariou”. Disse-lhe D. António Francisco que a senhora estava “agarrada à sua cama de sofrimento”. A senhora respondeu: “Não, Sr. Bispo. Estou agarrada ao terço que diariamente rezo”.
Além das visitas a grupos, autoridades, lar de idosos, empresas e dos serões com associações culturais, movimentos apostólicos e Fábrica da Igreja, o Bispo de Aveiro dedicou um largo espaço às escolas, com destaque para o Colégio de Bustos (também conhecido por Colégio do Frei Gil e Instituto de Promoção Social da Bairrada). Nesta escola que “desde há tantos anos se afirma como Escola Católica de grande valor, [estive] tempo mais demorado para ali celebrar a Eucaristia e viver com alunos, funcionários, professores e direcção. Os vínculos entre Paróquia, Diocese e Colégio também assim se consolidam e valorizam”, afirmou.
Na Eucaristia conclusiva, antes da plantação da oliveira, gesto que tem marcado a visita ao arciprestado de Oliveira do Bairro, o Bispo de Aveiro deu posse ao recém-criado conselho pastoral paroquial e presenciou a apresentação à comunidade do reactivado grupo de jovens paroquial. Estes dois momentos foram interpretados pelo pároco como um reavivar da chama da fé. “Sei que os tempos de hoje são difíceis, mas não desanimarei. Peço a Deus e espero que a vinda do Sr. Bispo, nesta visita pastoral a Bustos, seja um sopro na cinza para que o brilho e o calor das brasas da fé revivam e resplandeçam. Esse brilho já se sentiu por todo o lado. Já se fez sentir calor, na ocasião da formação do conselho paroquial da Igreja e da germinação e reactivação do grupo de jovens, das brasas que crepitavam da sua generosidade. Já foi bom, foi muito, e foi muito bom”, afirmou P.e Manuel Arlindo no final da Eucaristia.
Ao Correio do Vouga, o pároco de Bustos manifestou grande agrado pelo modo “extraordinário” como decorreu a visita. “O Sr. Bispo conheceu a realidade. Foi a todo o lado ver tudo”. “O povo de Bustos jamais esquecerá a visita”. Na celebração, P.e Manuel Arlindo apontou alguns gestos do carinho do povo para como o Bispo, como o tapete de flores naturais ou o bordado de uma senhora que quis ficar anónima, mas realçou mais o agrado do contacto popular com o pastor da Diocese de Aveiro. Referindo-se aos serões com D. António Francisco, por exemplo, afirmou: “Deixaram os participantes inebriados com as suas palavras e com a clareza e profundidade da sua mensagem. Ninguém sentiu o passar do tempo e as duas horas ali passadas no final de cada dia não passaram de alguns minutos. E pergunto: que dizer mais? Sinto incompetência para falar muito mais, mas, contudo, satisfeito. É com profunda gratidão e tristeza que eu e Bustos vimos chegado o fim da sua visita”.
