Campo aberto aos sem-vergonha

Uma pedrada por semana É estranho que um grupo francês de teatro venha por aí fora, monte a tenda e, com o apoio de gente de cá, represente a baixeza dos seus sentimentos, enxovalhe os nosso valores, receba depois palmas dos que se consideram eruditos e de uns tantos outros arregimentados para o efeito, reaja às críticas sensatas, apelidando-as de ignorância, e justifique tudo em nome da arte e da liberdade de expressão com remoques ao nosso atraso… Ora isto acontece, aconteceu há dias nas nossas barbas. E não se viu ninguém do poder a dizer a estes energúmenos que isto não se admite…

Nas campanhas do aborto, aqui há meses, aí vieram militantes desfraldadas e desbocadas, oriundas da Holanda e de outras bandas, recebidas como heroínas, gabando-se de elas mesmas serem abortadoras, com a televisão atrás e bolçando sobre as mulheres sérias deste país, epítetos caluniosos e sujos, ao mesmo tempo que iam proclamando o nosso atraso e o atraso das nossas leis. E não se viu ninguém do poder a meter na ordem este despudor de saias.

Diz-se por aí, de mil maneiras, que estamos na Europa, já somos por isso gente moderna e grande, e que travar o progresso é ser retrógrado…

Será que já não há nada a respeitar, nem sequer nesta casa de todos, daquilo que é nosso, e que Portugal tem de se resignar a ser campo aberto para todos o sem vergonha?

Almeida Camilo