Colaboração dos leitores Em comunhão com a diocese que o viu nascer, e que o enviou para esta terra transtagana, a Vila de Campo Maior orgulha-se de possuir como ilustre filho adoptivo o reverendo Cónego Donaciano Marques Afonso, natural de Estarreja, onde vive parte significativa da Família.
Há trinta anos, em época bem conturbada, chegou-nos um novo Pároco.
Grave no porte, cumpridor escrupuloso do dever, cidadão exemplar, honestíssimo nas contas e dinheiros que lhe são confiados, depressa ganhou o respeito e a confiança de todos.
Há cinco anos que a Câmara Municipal, por unanimidade, e em cerimónia solene, o nomeou cidadão honorário da Leal e Valorosa Vila de Campo Maior (a mais alta distinção atribuída nas últimas décadas).
Passados cinco anos, em singela homenagem, rendida pelo povo, voltaram a ocorrer as manifestações de alegria e de gratidão ao Pároco.
Assim, no dia 12 de Janeiro, a vila raiana acordou alegre com a notícia radiofónica onde lhe era anunciada a festa que pela tarde se iria realizar. Novamente iria ser homenageado o Padre que a tantos baptizou, casou, conduziu à última morada. Todas as Famílias desta terra se revêm assim no Pastor que Deus lhes concedeu. Era ver o povo humilde a comentar nos locais públicos: há trinta anos que temos cá o nosso Padre, que Deus o guarde, porque lá sério é ele. E para inveja diziam uns: “Tenho-o lá em casa no retrato do baptizo do meu neto”. Ao que outra respondia: “Eu, no casamento dos meus filhos”… Afinal, não há casa nenhuma que não tenha uma recordação do Prior amigo.
Para perpetuar esta dedicação, após Missa solene, animada pela candura das crianças da Catequese, foi descerrada, na Igreja Matriz, uma lápide de mármore, após umas palavras elogiosas duma ilustre poetisa que fez suas as emoções dos presnetes.
Na pedra, ficou para sempre exarado o seguinte: Te Deum Laudamus — preito de gratidão rendido ao Reverendo Cónego Donaciano Marques Afonso, insigne sacerdote, paladino do confessionário, que desde há trinta anos, com saber, zelo e prudência, vem conduzindo estas paróquias. Na sacristia ficou uma tela do Cónego Donaciano com as suas vestes corais.
Que Deus permita que, durante muitos anos, as mãos abençoadas do sacerdote continuem a fazer o bem como tem feito até aqui.
António Pires Roque, Campo Maior
