Cândido Teles e João Carlos Celestino Gomes ganham espaço no Centro Cultural de Ílhavo

o Centro Cultural de Ílhavo, está patente ao público, até ao dia 28 de Setembro, o espólio que é a base da futura exposição permanente da pintura de dois grandes artistas plásticos ilhavenses: Cândido Teles e João Carlos Celestino Gomes.

Na cerimónia de inauguração da exposição, realizada no dia 5 de Julho, o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, referiu que esta mostra é a concretização do compromisso assumido pela autarquia, há 11anos, em expor condignamente a obra dos dois artistas numa “grande casa da cultura de Ílhavo”. Em Outubro, este acervo artístico irá ocupar o espaço de exposição permanente que lhe está reservado.

Um momento importante da cerimónia foi a assinatura da doação de parte da obra artística de Cândido Teles ao município ilhavense. O documento de doação foi rubricado pelo edil ilhavense e pela viúva do artista, Maria Júlia Teles.

Ribau Esteves afirmou que essa obra artística não irá ficar “guardada numa gaveta”, mas que deseja que ela seja “desgastada o mais possível” pelo olhar do público.

João Carlos Celestino Gomes

João Carlos Celestino Gomes nasceu em Ílhavo, a 5 de Outubro de 1899,e faleceu em 1960. Foi médico, escritor, pintor, escultor e ilustrador. É patrono da Escola Secundária de Ílhavo. A Casa-Museu Marieta Solheiro Madureira, em Estarreja, apresenta um vasto espólio artístico e bibliográfico deste artista e escritor ilhavense.

Das 62 obras de João Carlos Celestino Gomes patentes na exposição do Centro Cultural de Ílhavo, 55 quadros são oriundos do Museu Marítimo de Ílhavo, cinco quadros foram cedidos pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea e duas pinturas vieram do Museu de Aveiro.

Cândido Teles

Cândido Teles nasceu em Ílhavo, em 1921, e faleceu em 1999. Para além de pintor, com algumas incursões pela azulejaria e pela arte gráfica, distinguiu-se também como oficial do exército português.

Das 40 obras de Cândido Teles agora expostas no Centro Cultural de Ílhavo, 34 quadros foram doadas pela família do artista, cinco quadros são do espólio do Museu Marítimo de Ílhavo e uma pintura pertence ao Município de Ílhavo.