Carta aberta a J.L.

Educar… Hoje Aveiro, 29 de Dezembro de 2005

Olá, J.L.!

Esta correspondência apanhou-te de surpresa? Foi de repente que pensei em escrever-te. Mas, pensando bem, não é assim tão estranho, pois já te tinha enviado um postal no início do ano. Lembras-te? Foi uma forma de me apresentar e de te conhecer, porque também tu me escreveste. Será que me vais responder desta vez? Espero que sim, porque gostei muito de receber o teu postal, em Setembro passado.

Daqui a quatro dias, vamo-nos encontrar, novamente às 8h30, para o segundo período deste nosso ano. Sabes no que tenho pensado? Nós, os que vivemos ao ritmo do ano lectivo, temos sorte redobrada ou até triplicada! Vê lá se concordas comigo: no início das aulas, em Setembro, começamos cheios de vontade, esquecemos o que não correu tão bem no ano anterior e reencontramos os colegas. Conhecemos muita gente nova, porque a renovação é uma característica do nosso ambiente. Às vezes, até mudamos de escola (como aconteceu com a P. e a D., que vieram para a nossa escola, neste ano), o que nos permite começar de novo mesmo a sério. Temos sorte, porque o nono mês do calendário é para nós o primeiro do ano lectivo. Enquanto o resto da população já está a mais de meio do ano, nós estamos “fresquinhos” e prontos para começar. E voltamos a ter sorte porque o primeiro mês do ano civil é para nós a altura em que, como toda a população, começamos de novo. Fizemos o balanço do ano (2005, neste caso; o primeiro período de aulas, no nosso caso) e aí estamos nós cheios de determinação para abrir, com chave de ouro, 2006, e o segundo período também, no nosso caso.

Sabes que estas oportunidades para começar de novo me têm feito pensar?! Sim, é isso: “tipo: nascemos de novo”. Temos sorte, porque podemos fazer planos a médio prazo: agora concentramo-nos no segundo período. Que planeaste para o segundo período? Já estou mesmo a ver-te a olhar no vácuo e a dizer “Tá-se bem”, como quem diz “Não sei o que responder!” Eu sei que vai ser difícil, porque tens de recuperar de alguns percalços do primeiro período. Mas… não te esqueças que temos sorte, “tipo: nascemos de novo”. E desta vez com a experiência adquirida nos três meses do final de 2005. E já sabes que eu sou teimosa e, como acredito nas pessoas, não desisto! Não desisto de ti, não desisto da turma. Este é o meu propósito para 2006: ajudar-te a ultrapassar as barreiras e a alcançar os teus objectivos. Para isso, tens de acreditar que eu não desisto, porque acredito em ti. E como tu, J.L., és muito importante, porque trabalho contigo, preocupo-me contigo, brinco contigo, também tu tens de colaborar neste propósito. Pode ser? É que tu também tens de acreditar em ti e não podes desistir! Aceitas? Espero que sim!

Espero a tua resposta.

Um beijinho e votos de BOM ANO e ÓPTIMO 2º PERÍODO!