CASA SACERDOTAL – Um novo e necessário apelo

Nota Pastoral 1. Na primeira Nota Pastoral que escrevi sobre este tema, chamei à Casa Sacerdotal, “Santuário de gratidão”. Um santuário, antes de nascer no coração humano e de se erguer à vista de todos, tem de nascer no coração de Deus e por Ele ser visto. Só Deus é santo e só Ele santifica as pessoas e edifica santuários. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Salmo 126, 1).

A gratidão é um sentimento humano, que Deus transforma em virtude. É uma resposta dada, à nossa medida, ao bem que de tantas pessoas recebemos. É uma forma, sempre procurada e nunca plenamente conseguida, de retribuirmos em palavras, gestos e sinais o bem que diariamente nos envolve e preenche a nossa vida por dentro.

A gratidão é reconhecida e apresentada, no nosso tempo, como um dos valores maiores do viver humano e do agir social. Reaviva-nos a memória do coração e inspira-nos um permanente cântico da alma. O hino do Magnificat tem essa origem e esse sentido.

E é de louvor a Deus e de gratidão aos sacerdotes e a quantos dedicadamente os acompanharam ao longo do ministério que se trata quando olhamos para a Casa Sacerdotal. O nosso modo de dizer a gratidão aos sacerdotes passa, nesta hora, pela colaboração e pela generosidade de todos na construção da Casa Sacerdotal. Se cada um de nós, membros da Igreja Diocesana de Aveiro, der uma oferta, por mais pequenina que seja, pagaremos em breve tempo a construção, sem termos de recorrer a empréstimos prolongados, que são sempre difíceis, delicados e onerosos.

2. Nesta hora, em que o edifício se ergue a um ritmo visível, em que a empresa construtora cumpre de forma exemplar os prazos previamente estabelecidos e em que a estrutura exterior está quase concluída, começamos a ver com mais clareza e a compreender com mais realismo o sentido, a razão e a missão da Casa Sacerdotal.

Quero agradecer aos sacerdotes, diáconos, consagrados(as) e leigos(as), às paróquias e empresas a ajuda até agora recebida.

Mas esta é a hora de um novo e necessário apelo em ordem a uma acrescida generosidade e a um aumentado esforço de todos.

Precisamos da ajuda de todos para cumprirmos os compromissos que assumimos e as obrigações que sobre nós pesam com imperativa urgência.

O contributo de cada um é sempre único e necessário. Sem este contributo de cada um de nós, a obra não será a mesma e a gratidão que queremos testemunhar não será tão verdadeira nem tão bela como foi sonhada.

Venho, por isso, solicitar o contributo generoso de todos e pedir insistentemente às paróquias que ainda não enviaram a sua colaboração, que o façam, logo que possível.

Escrevi pessoalmente a todos os Conselhos Económicos Paroquiais, para que no contributo das Comunidades cristãs, testemunhas diárias da vida dada dos nossos sacerdotes, encontremos a ajuda indispensável e significativa de que necessitamos nesta hora.

3. Sei o esforço, a persistência e o empenhamento pedidos a todos os bispos de Aveiro, desde a restauração da nossa Diocese, para construir o Seminário e todas as outras estruturas físicas que se foram erguendo ao ritmo do tempo, como respostas às necessidades de cada época da nossa história, de cada exigência da nossa vida e de cada imperativo da nossa acção pastoral como Igreja diocesana.

Estou certo de que assim acontecerá, também, com a Casa Sacerdotal. Eis, por isso, a razão deste insistente e renovado apelo à participação e à colaboração de todos!

Conto com a ajuda de todos os diocesanos (as), e peço a Deus que a todos recompense por mais este sinal da generosidade e este testemunho da Igreja de Aveiro.

Aveiro, 3 de maio de 2012, Festa Litúrgica de S. Filipe

e S. Tiago, Apóstolos.

António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro