Sem se ouvir a palavra crise, o Bispo de Aveiro realçou que a comunidade apoia os jovens finalistas. Estes comprometeram-se a “enfrentar com confiança obstáculos e quedas”.
“Nesta etapa da viagem da vossa vida não estais sós. Convosco caminham os vossos pais, professores, funcionários, companheiros de curso e de escola e muitas pessoas de bem que sempre estiveram a vosso lado e viveram convosco as razões, o sentido e o rumo que decidiram os vossos passos e vos conduziram aqui. Deus esteve e está presente nesta viagem que é a vida de cada um de nós. Assim o cremos, sentimos e celebramos”, disse D. António Francisco, aos finalistas que no domingo, 6 de maio, receberam a bênção, na Alameda da Universidade de Aveiro.
Numa manhã bonita, com sol e nuvens, no cenário majestoso que os diversos edifícios da Universidade de Aveiro proporcionam, cerca de mil finalistas – menos do que no ano passado, segundo a organização, como sempre a cargo do Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC) – comprometeram-se a aplicar de forma “justa, honesta e digna” o que aprenderam ao longo do curso. Na homilia, D. António Francisco afirmara momentos antes que ser ramo da videira que é Cristo (Evangelho) significa centrar a vida n’Ele a fim de “dar frutos bons e abundantes, através de trabalho responsável, livre e inteligente em ordem à construção do bem, da justiça, da verdade e da paz”.
Bispo recordou visita à UA
Perante milhares de pais, autoridades académicas, entre as quais o reitor Manuel Assunção, e outros convidados, D. António Francisco lembrou os 25 anos do CUFC, celebrados em março passado, pois a instituição existe “para ser presença constante e atuante da Igreja no mundo universitário de Aveiro”. Na altura, o Bispo de Aveiro visitou durante dois dias quase todos os departamentos e algumas unidades de investigação da Universidade de Aveiro. No domingo, partilhou com toda a comunidade académica esses momentos: “Esta bela e única experiência constituiu para mim um abençoado momento de aprendizagem dos novos campos do saber, de abertura aos desafios fascinantes da investigação e de diálogo entre a fé e a cultura, firmando e fortalecendo a minha estima e admiração por todos quantos dirigem e orientam a nossa Universidade, e aqui trabalham, ensinam e estudam. Compreendo, agora, melhor a razão do seu prestígio e o valor do seu mérito. Agradeço a todos quantos tornaram possível esta visita e a todos quantos me acolheram com inexcedível dedicação”.
Na parte final mas demorada da celebração, os 49 cursos apresentaram os seus símbolos, agradeceram e deixaram mensagens de saudade e esperança no futuro.
J.P.F.
O que disseram os finalistas
Antes da oração de bênção proferida pelo Bispo de Aveiro, os finalistas proclamaram um compromisso a que chamaram “oração de Aliança”. Em uníssono, disseram: “Nesta nova etapa da nossa vida, é nosso compromisso:
– Amar, auxiliar, perdoar e respeitar o próximo nas suas adversidades, em todos os nossos passos futuros, construindo tijolo a tijolo, um mundo mais justo;
– Enfrentar, com confiança os obstáculos e quedas, tendo a certeza que Tu estás no leme e não nos deixas afundar;
– Aplicar as aprendizagens adquiridas, de forma justa, honesta e digna, de modo a zelar pelos valores e dignidade humana, tantas vezes esquecida, e preservar o mundo belo que para nós criaste;
– Dar o que existe de melhor em nós, sem esperar recompensa, vivendo e transmitindo a criatividade da fé que temos em Ti”.
