Uma pedrada por semana Neste país das amplas liberdades há lugar para tudo querer, tudo exigir, tudo desprezar.
Os homossexuais e seus apoiantes dizem que “casar, é para já!” Por sua vez, muitos em união de facto, clamam que “casar, nunca!”
Chegados aqui, não se procurou modo de responder a vontades pessoais, sem impedir que o tecido social se desfaça. Pelo contrário, correu-se atrás destas e, assim, se complicaram os problemas no espaço de todos.
Porém, quem diz não querer marginalizar cidadãos em questões destas, não se importa de marginalizar noutras, como, por exemplo, em relação aos depositários do BPP, consoante se tratou de gente grande e de instituições com capacidade de reivindicação, ou de pequenos investidores, muitos dos quais vivem agora com dificuldades.
O pior que pode acontecer a um povo honesto é não saber com o que conta ou pode contar, ao ver arbitrariedades que geram decisões, favoráveis para uns, injustas para com outros. Assim divide um país quem tem por dever gerar e promover a união.
As crises sociais são crises culturais e humanas. Quando é que nos convencemos disto?
Lidamos com gente que proclama, em vários tons, que tudo é relativo, e o que é bom é o que interessa em cada momento. Sendo assim, diz a história, à frente está o abismo.
O Dr. Mário Soares, o guru político mais ouvido, escreveu há dias (“Visão”, de 30 de Dezembro), ao falar de “perspectivas para 2010”, que “o mundo está inseguro e perigoso”, “os interesses egoístas sobrepuseram-se a tudo”, mas, diz,“tenhamos confiança e bom senso, que são coisas – reconheçamo-lo – que não abundam entre alguns políticos e empresários portugueses”.
Pois, pois!
