A quadratura do círculo é conhecida como sinónimo do inconciliável. Em verdade, não parece possível encontrar forma de confundir as duas figuras geométricas.
Mas, entretanto, nos mais diversos aspectos da vida, surgem continuamente uns iluminados a pretender teimar nesta coincidência. É também o caso dos defensores da união de pessoas do mesmo sexo.
A natureza, fundamento biológico da diversidade homem e mulher, masculino e feminino, é clara. As situações de hermafroditismo ou de tendências desajustadas entre sexo e género são excepções. E passíveis, na maior parte das circunstâncias, de rectificações ou de decisões que possam ser complementadas com as rectificações da ciência.
Não se quer falar de portadores de deficiência hormonal. A verdade é que, à semelhança de outras deficiências, factores genéticos podem confluir numa situação de “desvio” ao curso normal da natureza. A esterilidade da normalização da excepção comprova que esse não é o curso normal. A união dos iguais só conduzirá à extinção da raça humana.
Dentro da normalidade das coisas, não é habitual equiparar a excepção à regra. Por esse caminho, só se desaguará na anarquia, isto é, na impossibilidade de concluir e organizar regras e excepções. E esse é um sintoma extremo do relativismo destruidor de qualquer possibilidade de referências harmonizadoras, quer para o desenvolvimento pessoal quer para o progresso social.
A questão fundamental são os interesses inconfessáveis subjacentes a toda a teia de influências dos ditos “sectores importantes”, neste caso, da sociedade portuguesa. E não está fora de mira a estrutura do poder. Controlar! Controlar tudo o que possa dar lugar ao espírito crítico, à construção de conhecimento autónomo, à verdadeira liberdade de pensamento e expressão, onde se possam discutir razões e argumentos sérios e articulados, em que possam ver-se na mesa opiniões diferentes e fundamentadas. Alicia-se com a emoção da modernidade aquilo que é um retrocesso claro!
Está de novo em causa a possibilidade de nomeação de uma Comissária europeia. Qual a razão da dúvida? É católica! E, porque é católica, não perfilha certamente as ideias do grupo de pressão gay sobre esta confusão de género e sexo, sobre esta antinatural quadratura do círculo que é igualar a união dos diversos à união dos iguais.
Acolher as pessoas que pen-sam diferente? Tudo bem! Dizer que as suas razões e as suas opções são tão normais como as nossas? É insensato! Como nós somos passíveis de rectificação em outros aspectos, o respeito por elas só pode consistir em colocar ao seu dispor os meios para que o que é possível corrigir seja feito, para seu bem e da sociedade.
