Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré certificou mais 215 adultos

O Centro Novas Oportunidades, sedeado na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré, certificou mais 215 adultos, cuja sessão de entrega de diplomas decorreu no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, na última sexta-feira.

Desde a sua fundação, em 2006, este Centro Novas Oportunidades já recebeu a inscrição de mais de dois mil adultos, não só da Gafanha da Nazaré, mas também das restantes três freguesias do concelho de Ílhavo e ainda de freguesias do concelho de Vagos, o que faz deste centro a maior “escola” do município de Ílhavo, como referiu um dos seus responsáveis.

Com base nas suas carreiras profissionais, curriculares e pessoais, e após as acções de formação previstas no programa Novas Oportunidades, estes 215 formandos receberam os seus certificados de reconhecimento, validação e certificação de competências, que lhes dá equivalência escolar.

Para além da colaboração institucional da tutela (Ministério da Educação e Ministério do Trabalho), o Centro Novas Oportunidades da Gafanha da Nazaré conta com o apoio de diversas instituições da região, nomeadamente escolas e juntas de freguesia do concelho, Câmara Municipal de Ílhavo e empresas como a Teka, a Aleluia, a Vista Alegre, a Administração do Porto de Aveiro, entre outras.

A presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Clara Correia, realçou o factor inovador dos Centros Novas Oportunidades resultarem da união de esforços de dois ministérios (da Educação e do Trabalho), numa conciliação entre formação escolar e formação profissional, que permite a adultos verem reconhecidos os seus trajectos de vida (profissional, curricular e pessoal).

Enquanto decorreu a cerimónia, junto à entrada do Centro Cultural da Gafanha da Nazaré esteve um grupo de membros do Sindicato dos Professores da Região Centro (Fenprof), que denunciou “as condições daqueles que trabalham nos Centros Novas Oportunidades e que aí fazem certificação de adultos, sobretudo a realidade dos recibos verdes e toda a problemática que envolve os recibos verdes, ou seja, a incerteza do emprego, o abuso dos horários de trabalho ou até pela inexistência desses horários de trabalho”, explicou Vítor Godinho, daquele sindicato.

C.F.