Centro Social e Junta de Freguesia da Vera Cruz assinam protocolo

Centro Local de Apoio ao Imigrante O Centro Social Paroquial da Vera Cruz (CSPVC) e a Junta de Freguesia da Vera Cruz (JFVC) assinaram um protocolo de cooperação que permite aos utentes do Centro Local de Apoio ao Imigrante beneficiarem dos serviços de enfermagem e de apoio psicológico que a autarquia disponibiliza, na sua sede, aos residentes na freguesia.

A cooperação entre as duas instituições tem sido profícua para a comunidade local, e permitiu a instalação do Centro Local de Apoio ao Imigrante (CLAI) e do Gabinete de Acção Comunitária (GAC), entidades tuteladas pelo SCPVC, no espaço da antiga sede da Junta de Freguesia da Vera Cruz, local que ficou vago com a mudança dos serviços autárquicos para a nova sede da JFVC.

As novas instalações do CLAI e do GAC, situadas no primeiro andar do Edifício 15, na Avenida Dr. Lourenço Peixinho, foram inauguradas, no dia 1 de Fevereiro, numa cerimónia que contou com a presença de inúmeras entidades, nomeadamente, do Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, do chefe de gabinete e do representante no Porto do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, respectivamente, Luís Pascoal e Nuno Guimarães, do vereador da Acção Social da Câmara Municipal de Aveiro, Capão Filipe, de representantes do Governo Civil, do Instituto de Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, para além do presidente da Junta de Freguesia da Vera Cruz e do Pároco da Vera Cruz, João Barbosa e padre Rocha.

CLAI de Aveiro

registou 1919 atendimentos

O CSPVC iniciou o seu trabalho de apoio à integração dos imigrantes na comunidade local em Junho de 2001, com as aulas de português para imigrantes dadas por professoras de português em regime de voluntariado. Em 12 de Novembro desse ano, teve início a primeira fase do projecto “Promoção da Integração de Imigrantes”, que decorreu até 11 de Novembro de 2003; no dia seguinte começou a segunda fase desse projecto, que terminou em 11 de Novembro de 2005. Entretanto, e como resultado de um protocolo efectuado com o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), o CLAI de Aveiro entrou em actividade em Abril de 2003.

Entre Abril de 2003 e Janeiro de 2006, o CLAI de Aveiro efectuou 1919 atendimentos, a maioria dos quais imigrantes do Brasil, da Ucrânia e da Rússia.

Durante a segunda fase do projecto “Promoção da Integração de Imigrantes”, foram realizados quatro cursos “Formar para integrar”, que contaram com 60 formandos; dez acções de animação comunitária, com 644 participantes, dos quais, 489 imigrantes. O GAC recebeu a inscrição de 876 imigrantes, estando 823 com ficha activa. Ao Serviço de Aconselhamento Jurídico recorreram 195 imigrantes, tendo sido realizados 268 atendimentos, assegurados por advogadas voluntárias e por advogadas da Delegação de Aveiro da Ordem dos Advogados. Recorreram ao Serviço de Colocação 251 imigrantes, tendo sido realizados 401 atendimentos. No Serviço de Apoio Directo foram realizados 844 apoios – 644 apoios alimentares, 206 apoios de vestuário e calçado, 43 apoios em higiene. Nesse período, registaram-se 941 presenças nas aulas de português para imigrantes, asseguradas por professoras de português em regime voluntário; e foram prestados 643 esclarecimentos.

ACIME combate a burocracia

O chefe de gabinete do Alto Comissariado para os Imigrantes e Minorias Étnicas, Luís Pascoal, sublinhou que a prioridade da instituição vai para o combate à burocracia e aos procedimentos burocráticos que “tornam a vida dos imigrantes num inferno”, já que “tratar dos papéis” continua a ser a maior dificuldade sentida pelos imigrantes.

O ACIME visa não só “criar condições de acolhimento e de integração dos imigrantes, porque eles são um motor de desenvolvimento económico, social e cultural do país”, mas também “atrair os imigrantes e as suas capacidades empreendedoras”, ou seja, “criar condições para que os imigrantes possam ser empresários, sem primeiro terem que passar anos a trabalhar por conta de outro”.