O Dia Internacional da Protecção Civil foi assinalado em Aveiro com a realização do evento “Cidadania e segurança”, que decorreu no Parque de Exposições de Aveiro, entre 27 de Fevereiro e 1 de Março, e por um simulacro ocorrido nas instalações industriais da Portucel (Cacia), no passado sábado.
Nos três primeiros dias do evento, passaram pelo Parque de Exposições de Aveiro cerca de 1.300 alunos, acompanhados por professores, de todos os agrupamentos de escolas do concelho de Aveiro, e ainda de dois estabelecimentos privados de ensino. No sábado, o certame esteve aberto á população em geral.
No recinto estavam stands representativos de diversas entidades que, no concelho de Aveiro, desempenham actividades nas áreas da protecção civil e da segurança, como a Polícia Municipal, a PSP, a GNR, a Cruz Vermelha Portuguesa, Instituto de Socorros a Náufragos, Centro Distrital de Operações e Socorro, o Serviço Municipal de Protecção Civil, o Gabinete Técnico Florestal, os Bombeiros Voluntários (Novos e Velhos).
Um dos locais que atraiu mais crianças foi o stand da Prevenção e Segurança Rodoviária montado pela Polícia Municipal de Aveiro. Ana Cruz, chefe de divisão da Polícia Municipal, sublinhou que nesse espaço apresentaram alguns jogos direccionados às crianças, nomeadamente jogos informáticos (o stand estava equipado com dez computadores) de prevenção rodoviária, “de modo a criarmos alguma interactividade e também para fazermos alguma sensibilização”. Aí existiu também uma roleta com sinais para as crianças acertarem, e foram oferecidos diversos brindes relacionados com essa temática, incluindo um crachá da Polícia Municipal. Esta última oferta tinha por objectivo “dizer às crianças que nós estamos aqui para os ajudar, e não o inverso. A Polícia serve para os proteger, para garantir que eles, na estrada, estejam protegidos contra terceiros que, eventualmente, não cumpram o código da estrada”.
Ana Cruz realçou: “Uma coisa que nos tem admirado bastante é o conhecimento que as crianças, desta faixa etária – dos 6 aos 9 anos, têm das normas rodoviárias, o que me apraz bastante”.
Nesse stand, as crianças eram medidas e pesadas, após o que era preenchida uma ficha para “cada criança entregar aos pais, de modo a eles identificarem qual a cadeirinha recomendada para utilizarem no automóvel”. Sobre esta questão, Ana Cruz sublinhou que “é mais fácil serem os filhos a sensibilizarem os pais que precisam de cadeirinha para se protegerem, que o inverso, porque a partir de uma determinada idade os vícios já estão consolidados. O público-alvo são sempre as faixas etárias mais novas, como a pré-escolar, e as do primeiro e do segundo ciclos do ensino básico. Esta motivação das crianças tem sido aquela que tem surtido mais efeito”.
