Numa homilia quase integralmente em forma de oração, dirigida ao Senhor, o Bispo de Aveiro pediu na Missa das Cinzas que o mistério da cruz de Cristo esteja no coração da vida dos cristãos. “Queremos, Senhor, que o mistério da tua cruz esteja no coração das nossas vidas”. “Queremos ser viajantes na mesma estrada contigo”; (…)“pedimos ombros fortes para suavizar a carga dos outros, a doença e pobreza”, disse, realçando que a face de Deus encontra-se “nos esquecidos”, “nos que si-gnificam pouco para o mundo”, naqueles cuja “presença nunca é saudada com um sorriso pela manhã”.
D. António Francisco referiu que a Quaresma é tempo de chamar “a atenção para o essencial”, “tempo de conversão, generosidade e graça” e reforçou o mote diocesano deste tempo forte iniciado “no silêncio de noite”, após “o reboliço dos últimos dias”: “Tudo é possível a quem crê”.
Notando que “a fé nunca é caminho fácil”, enquanto “o Evangelho nunca é neutro, o Bispo de Aveiro reconheceu que as suas responsabilidades são também a sua cruz e pediu perseverança para tornar o mundo melhor – algo que deve ser feito por todos os cristãos. “Oxalá que cada um de nós seja rosto do zelo de Deus para com todos”.
