Olho de Lince A cena, a que já ouvira repetidas referências, pude testemunhá-la pessoalmente, o que constituiu para mim momento deveras gratificante, um verdadeiro dom. Breve no tempo, foi de uma densidade incomensurável.

É comovente – e edificante! – observar o filho, Bispo, carinhosamente debruçado sobre a Mãe, a procurar estabelecer com ela o diá-logo que os limites mínimos de comunicação ainda consentem. Quando há amor, a comunicação, verdadeira comunhão de vidas, ultrapassa todos os condicionamentos e limitações, encontra linguagens adequadas, impensáveis!

Foi assim, naquele crepúsculo de finais de Fevereiro, um cenário de encontro íntimo de dois peregrinos do Calvário: um com a cruz da sua responsabilidade de Pastor; outra com a cruz do prolongado sofrimento. Nos beijos amorosos do filho e no olhar de ternura da mãe, percebeu-se, sem margem para dúvidas, que cada um era – e é! – o cireneu do outro!

Q.S.