Colégio de Famalicão disse “sim” aos apelos do Sudeste Asiático

Espectáculo de solidariedade com o grupo Paz Inquieta Primeiro cantou-se “Por isso estamos aqui, comigo podes contar”. Foi a forma de as centenas de alunos, pais, professores, educadores do Colégio de Famalicão (Anadia) dizerem “sim” ao apelo dos sobreviventes do maremoto que assolou o Sudeste Asiático. A seguir, ouviu-se “Amar como Jesus amou, sorrir como Jesus sorriu”; e o meio milhar de pessoas que enchia o ginásio do colégio talvez tenha sentido que os dois euros que cada um deu para assistir ao espectáculo da Paz Inquieta, sendo gotas no oceano de necessidades, podem despertar sorrisos nas muitas vítimas que, de repente, ficaram sem nada.

Num espectáculo intitulado “Desafiar a vida para semear a Paz”, na noite de sexta-feira, o grupo musical Paz Inquieta tirou do baú temas do Padre Zezinho (“Maria de Nazaré” ou “Jovem Galileu”), de Roberto Carlos (“Jesus Cristo, eu estou aqui”) e outros menos conhecidos do grande público, mas que marcaram uma época entre os jovens de Aveiro, como “Primavera”, composto por Nelson Cadete, seminarista em Aveiro na década de 1980, ou “Pacem”, do Pe João Paulo Sarabando. Alguns dos presentes, na casa dos 30 ou 40 anos, não deixaram de sorrir ao ouvir tais temas. Volvidos tantos anos, a “nostalgia pop cristã” sob orientação do cantor, “entertainer” e líder do “Paz Inquieta”, José Pedro Negrão, e com as vozes dos alunos do 12º C4, proporcionou uma noite de quente solidariedade, apesar do frio do pavilhão. E ficou provado que há uma longa vida e um espaço próprio para um género de música – o tal “pop cristão” ou “sacro pop” – que, depois de banido dos espaços sagrados por não ser litúrgico, quase desapareceu.