II EFATHA organizado pelo SDPJ Aveiro A Eucaristia foi o centro das atenções, no passado dia 29 de Janeiro, no Seminário, naquele que foi o II encontro de formação organizado pelo Secretariado da Pastoral Juvenil de Aveiro (SDPJ).
O II EFATHA teve como orador o P.e Cabecinhas, que, à semelhança do Padre Emanuel Silva, o qual inaugurou em Novembro estes espaços de formação, também dá aulas no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra; e é padre da diocese de Leiria, de onde é natural.
Se no encontro de Novembro o objectivo era perceber a história da eucaristia, o seu significado assim como o que a trouxe até aos nossos dias tal como ela se apresenta, a formação do passado sábado foi uma dissecação completa à espinha dorsal da eucaristia. Foi pegar na Eucaristia, destacar os seus dois momentos – liturgia da palavra e liturgia eucarística – e tal como fazemos na eucaristia entramos nos ritos iniciais e fomos seguindo e percebendo o valor dos seus sinais, dos seus gestos e do diálogo que vai sendo estabelecido.
Além desta quase “dissecação” eucarística, também houve tempo para se reflectir e pensar a eucaristia de forma abrangente. Uma das questões centrais do trabalho da tarde foi pensar se “Deus não estará morto nas celebrações eucarísticas em que participamos?” O que se constatou na maioria dos grupos foi que, actualmente, há uma grande falta de sentido de comunidade; logo, se a eucaristia é fundamentalmente sacramento de unidade, o seu objectivo falha à partida. Se actualmente as eucaristias são momentos sem vitalidade e onde se sente tudo menos a presença de Deus, temos de ser nós a inverter esta tendência.
Como dizia o Padre Cabecinhas, a Eucaristia é o momento privilegiado de diálogo entre a comunidade crente e Deus. Para haver este diálogo temos de ser fiéis ao pedido que Jesus fez na última ceia, quando falava aos apóstolos e se vai repetindo em todas as eucaristias: “Fazei isto em memória de Mim”.
Catarina Pereira
