Na sede do Banco Alimentar Contra a Fome de Aveiro, quase no final de mais uma campanha Martinho Pereira
Presidente da direcção do Banco Alimentar Contra a Fome – Aveiro
Estou a viver esta campanha de uma maneira muito ansiosa mas com a esperança de que a população do distrito de Aveiro seja muito generosa – como tem sido. O primeiro dia foi igual ao outro de Novembro do ano passado, com uma diferença pequena, pouco menos. Este ano tivemos a adesão de mais duas unidades comerciais em Aveiro.
Houve um pequeno acidente com uma carrinha do Banco Alimentar [no domingo, em Esgueira], mas não se registaram feridos. Apenas a carrinha ficou um pouco amolgada.
Não temos os dados finais da recolha, mas houve uma coisa que bateu todos os recordes: o voluntariado extraordinário. Ontem [sábado, 26], houve gente que não queria ir embora. Queríamos deixar alimentos por separar para o dia seguinte e foi preciso impor. Os voluntários começaram a cantar. Aquela juventude toda… Foi maravilhoso.
Daniela Ferreira
Escuteira do Agrupamento de Santa Joana, Aveiro
É primeira vez que participo. Os chefes [do agrupamento escutista de Santa Joana] incentivaram-nos e, como queríamos experimentar uma coisa nova e ajudar, viemos. Estou cá desde as 15h [de domingo, 27].
Tem sido uma voa vivência. Muito cansaço, e muita entreajuda.
Às vezes estou no posto fixo [a separar os alimentos que chegam dos supermercados], outras vezes ando a fazer distribuições, por exemplo, vou ao sítio das massas levar as massas.
De Santa Joana vieram talvez uns 20 a 30 escuteiros.
Paulo Pinho
Elemento da direcção do Banco Alimentar
Esta deve ser a minha 18.ª campanha, visto que vou voluntário no Banco Alimentar há nove anos. Estou a vivê-la com alguma ansiedade devido à conjuntura que estamos a atravessar. As dificuldades estão patentes, embora as pessoas nesta época de mais aperto costumem ser mais solidárias. O objectivo para a campanha deste fim-de-semana é ultrapassar as 184 toneladas de Novembro do ano passado. Não estou com grande esperança de que consigamos, mas vamos ver…
Há mais instituições a pedir ajuda e muitos particulares. Mas, como é sabido, nós não apoiamos particulares. Apoiamos instituições que os apoiam. Temos mais instituições a candidatarem-se para receber alimentos e temos tido a preocupação de alargar o leque das instituições que apoiamos.
Maria Dorinda Capela
Voluntária no Banco Alimentar e no Grupo Cáritas da paróquia de Aradas
São dois dias cansativos, mas muito motivadores. Há uma grande camaradagem. Sentimo-nos uma família muito grande. Cada um dá o seu melhor.
Esta é a minha décima campanha. Desde que me aposentei que sou voluntária no Banco Alimentar, não só durante a campanha, mas todas as semanas.
Por outro lado, integro a Cáritas da paróquia de Aradas, que distribui alimentos do Banco, mas também do PCAAC (programa comunitário alimentar de ajuda a carenciados) e de ajudas que pedimos na paróquia. Mas o meu voluntariado começou no Banco. Só depois fui para a Cáritas.
Em Aradas apoiamos actualmente 63 famílias. Nos últimos meses, uma média de cinco novas famílias por mês abeiraram-se de nós para pedir ajuda.
