Milhares de fiéis reuniram-se este Domingo no Quebeque (Canadá) para a abertura do Congresso Eucarístico Internacional 2008, dedicado ao tema “Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo”.
Na presença de mais de 50 Cardeais e 100 Bispos de todo o mundo, os trabalhos foram inaugurados com a presença do enviado especial do Papa, Cardeal Jozef Tomko, presidente emérito do Comité Pontifício para os Congressos Eucarísticos Internacionais.
Este grande encontro internacional prolonga-se até ao próximo dia 22 de Junho, altura em que o Papa marcará presença, via satélite, desde Roma, na Eucaristia de encerramento.
Os congressistas participam numa série de conferências e ateliês, ao longo da semana, bem como na procissão solene que, na Quinta-feira, irá percorrer as ruas da cidade. Sendo o 49.º na série de congressos que marcaram a vida da Igreja no espaço de um século, o Congresso de Quebeque coincide com o 400.º aniversário da fundação da primeira cidade francesa na América do Norte.
Em entrevista à Rádio Vaticano, o Cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, diz que ao longo destes dias é necessário “questionar-se sobre como viver a mensagem da Eucaristia que nos envia em missão”.
História dos congressos
Os Congressos Eucarísticos nasceram na segunda metade do século XIX na França. Foi uma mulher de nome Emilie Tamisier (1834 – 1910), inspirada por São Pedro Julião Eymard (1811 – 1868), chamado o “Apóstolo da Eucaristia”, que tomou a iniciativa de organizar, com a ajuda de outros leigos, sacerdotes e bispos e com a bênção do papa Leão XIII, o primeiro Congresso Eucarístico Internacional, em Lille, com o tema: “A Eucaristia salva o mundo”. Apostava-se em uma renovada fé em Cristo presente na Eucaristia como remédio contra a ignorância e a indiferença religiosa.
Os primeiros Congressos foram inspirados pela viva fé na presença real da pessoa de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia. Portanto, o culto eucarístico manifestava-se de modo particular pela adoração solene e pelas grandiosas procissões, que evidenciavam o triunfo da Eucaristia.
A partir dos decretos de São Pio X sobre a comunhão frequente Sacra Tridentina Synodus (1905) e sobre a comunhão das crianças Quam Singularis (1910), na preparação e na celebração dos Congressos promoviam-se a comunhão frequente dos adultos e a primeira Comunhão das crianças.
Com o pontificado de Pio XI, os Congressos Eucarísticos se tornaram internacionais, pois começaram a ser celebrados rotativamente em todos os Continentes, adquirindo uma dimensão missionária e de “reevangelização” (expressão já usada para a preparação do Congresso de Manila de 1937).
A partir do 37.° Congresso, celebrado em Munique em 1960, os Congressos Eucarísticos Internacionais foram chamados “statio orbis” (proposto pelo noto liturgista Josef Jungmann, SJ), com a celebração da Eucaristia como centro e ápice de todas as várias manifestações e formas de devoção eucarística.
A seguir, com o Concílio Vaticano II, apresentam-se novos critérios para a preparação e a celebração dos Congressos Eucarísticos, que a partir daquele momento se abriram aos problemas do mundo contemporâneo, ao ecumenismo e também, na fase de preparação, ao diálogo inter-religioso.
Aveiro presente
A Diocese de Aveiro está presente no Congresso Eucarístico Internacional através de uma delegação chefiada pelo P.e José Manuel Marques Pereira, enquanto director do Secretariado Diocesano de Pastoral Litúrgica.
