Continuo a viver depois da tua morte

Livro Um livro para aprender a superar a ausência de quem não suportamos ver partir

O que fazer quando se perde alguém, quando morre um filho, quando a pessoa amada diz que “acabou tudo” e sai da nossa vida, quando morre o pai ou a mãe, quando uma ausência se torna definitiva? Até há bem pouco tempo, pelo menos nos casos de morte, ninguém tinha dúvidas: fazia-se luto. E, no fim de um tempo razoável de luto, que incluía hábitos e ritos precisos para além do modo de vestir, a vida podia voltar ao normal.

Nos tempos que correm, lidar com a morte de alguém querido ou com o fim de um relacionamento amoroso é traumático. O resultado é, muitas vezes, a depressão. E a saída para a depressão só se encontra em medicamentos ou no consultório do psicólogo.

Jean Monbourquette, canadiano, despreza a máxima segundo a qual o bom conselheiro não dá conselhos e oferece neste livro muitos conselhos, pensamentos e orações, para ajudar a ultrapassar a partida do ente querido. O autor sugere um percurso de sete etapas: o choque; a negação; a expressão das emoções; a realização das tarefas associadas ao luto; a descoberta de um sentido para a perda; a permuta do perdão; a herança; a celebração do fim do luto e a vida nova.

No final do percurso, que passa também por perdoar a quem partiu (“perdoar-lhe por ter partido sem se despedir, por ter partido sem declarar o seu amor, por ter partido levando consigo uma parte da tua vida, por ter partido levando consigo os seus sonhos de futuro”), a pessoa poderá descobrir-se habitada por uma nova presença. Ao recordar a pessoa perdida, em vez de sentir a sua falta, vive plenamente o amor. Já não apreende o seu amado como exterior a si própria, mas como uma presença cheia de doçura (pág. 157).

Crescer, amar, perder e crescer

Jean Monbourquette

Paulinas

166 páginas