Converte-se – tarefa contínua

Reaprender… para viver melhor “Porque pense cada um que tanto mais aproveitará em todas as coisas espirituais, quanto mais sair do seu amor, querer e interesse próprios” (S. Inácio de Loiola).

A conversão pode acontecer como um cataclismo; poderá iniciar-se como uma brisa suave que passa; chegará, porventura, em meio de alguma experiência de plenitude humana… Mas sempre consistirá, isso sim, “na experiência de uma liberdade liberta, que desabrocha e se abre para fora, para querer para além de si mesma”.

De qualquer modo, “sendo vida, a conversão não é um instante acontecido; é um processo que vai acontecendo. Tal como a fé, nunca está terminada”. E esta é uma consciência nem sempre fácil de viver. Às vezes, resulta a impressão de que se concebe e leva a vida cristã como uma aquisição definitiva, sem necessidade de rever caminhos, de alterar projectos, de remover passos. Não raro, sobretudo em confissão, aparecem as afirmações de que “não há nada de especial”, de que “é sempre a mesma coisa”, de que se não tem pecados… Como se alguma vez, diante da santidade de Deus, nos pudéssemos olhar como seres perfeitos!…

Q.S.