Boletim da Vigararia do Laicado e Movimentos dedicado ao Bispo de Aveiro Movimentos laicais homenageiam D. António Marcelino lembrando os seus constantes apelos à fé activa no mundo.
Os movimentos apostólicos da diocese de Aveiro dedicam o nº 15 do boletim “Criar Laços” a D. António Marcelino e aos seus 25 anos ao serviço da Igreja de Aveiro. “Entendemos que poderíamos, por um lado, prestar uma homenagem e, por outro, fazer valer o que mais nos vincou a presença de D. António Marcelino como Bispo da diocese”, lê-se no texto de abertura do órgão de informação dos movimentos apostólicos, da responsabilidade da Vigararia do Laicado e Movimentos, presidida pelo Pe José Camões.
A iniciativa justifica-se porque “todos nos apercebemos – continua o texto – da sua paixão por fazer consciência em todos os cristãos da sua responsabilidade no mundo concreto em que vivemos: a fé vive-se no concreto da história, num compromisso de forma a que a mensagem do Evangelho perpasse a vida das pessoas”. Ora, neste contexto de fé e compromisso no mundo, têm destaque especial os movimentos apostólicos, que afirmam: “Quanta força temos recebido da parte do nosso Bispo para fazermos crescer esta forma de ser e fazer estar a Igreja”.
Neste número quaresmal do “Criar Laços” há pequenos depoimentos de onze movimentos laicais e um texto de Conceição Nunes, elemento da vigararia, que afirma: “Jovens e menos jovens, conhecemos-lhe os escritos, as conversas e conferências, as visitas pastorais e homilias, as intervenções arrojadas, às vezes a contrariedade e o sofrimento mal contidos… E nunca pára de nos atirar para o mundo”. O “adro e a sacristia” da igreja-casa não são, definitivamente, lugares de estacionamento dos leigos, nos apelos e projectos que nos lança. (…) Senti-mos a dimensão do seu ímpeto, a palavra oportuna, frontal e sem medos no que reflecte, analisa, diz, escreve. Depressa demais para o “ralenti” a que estamos habituados, dirão uns; desafiando com coragem o nosso paroquial-comodismo, dirão outros. A certeza temos todos: o amor à Igreja com que serve um só Senhor e o Seu Povo (…)”.
“Desinstalai-vos!”
Repassando alguns testemunhos, o Movimento Apostólico de Schoenstatt recorda palavras incisivas de D. António, logo em 1981: “Desinstalai-vos!” E o apelo desafiador: “Ide! Há tanto para fazer! Não vos acomodeis!”
Os Escuteiros lembram o particular empenho do Pastor da diocese na formação de dirigentes e que foi durante a sua presidência da Comissão Episcopal dos Leigos que foi publicada a Carta Pastoral sobre o Escutismo, “um importante documento na vida do CNE”.
Por seu lado, o Movimento dos Cursilhos de Cristandade realça que D. António, “dada a sua visão do mundo, preocupa-se com a actualização do próprio Movimento, no sentido da sua eficácia face aos desafios colocados permanentemente pela história actual”.
Para terminar, a Acção Católica Rural nota que “na certeza de que uns são os que semeiam, outros os que colhem, sabemos que os verdadeiros frutos da colheita iniciada por D. António não estão ainda totalmente sob os nossos olhos. A esperança é a seiva que os fecunda”.
