“Quem reconhece Jesus na hóstia sagrada, reconhece-o no irmão que sofre, que tem fome e sede”, afirmou o Papa.
Bento XVI presidiu na quinta-feira, 23, a uma procissão pelas ruas de Roma, na festa do Corpo de Deus, dia em que sublinhou a “especial responsabilidade de cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa e fraterna”.
“Quem reconhece Jesus na hóstia sagrada, reconhece-o no irmão que sofre, que tem fome e sede, que é forasteiro, está nu, doente, encarcerado; está atento a todas as pessoas, empenha-se de maneira concreta, a favor daqueles que se encontram em necessidade”, frisou.
Na homilia da missa a que presidiu na basílica de São João de Latrão, antes da procissão, o Papa começou por recordar que o Santíssimo Sacramento [hóstia consagrada que para os católicos é o próprio Jesus] é levado em procissão pelas ruas “para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia para o Reino dos Céus”. “Aquilo que Jesus nos deu na intimidade do Cenáculo, hoje manifestamo-lo abertamente, porque o amor de Cristo não está reservado a alguns, mas destina-se a todos”, indicou, acrescentando que o amor divino “incarnado em Cristo, é mais forte do que o mal, a violência e a morte”, disse.
Bento XVI afirmou que “tudo procede de Deus, da omnipotência do seu amor uno e trino, incarnado em Jesus” e da eucaristia deriva “ o sentido profundo da presença social da Igreja, como testemunham os grandes santos sociais”.
A homilia papal assinalou que “o Evangelho tem desde sempre como objetivo a unidade da família humana, uma unidade que não é imposta do alto, nem por interesses ideológicos ou económicos”, especialmente num tempo “em que a globalização nos torna cada vez mais dependentes uns dos outros”.
“Sem ilusões, sem utopias ideológicas, nós caminhamos nas estradas do mundo, levando dentro de nós o Corpo do Senhor”, concluiu.
CV/Ecclesia
