Creche da Vera e do Cruz pode avançar

Bispo de Aveiro e Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social lançaram a primeira pedra O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, lançou a primeira pedra e o Bispo de Aveiro, D. António Francisco, benzeu-a. A construção da Creche da Vera e do Cruz, valência do Centro Paroquial Social da Vera Cruz (CPSVC) que acolherá 66 crianças, pode avançar. Momentos antes, ainda no interior das instalações do CPSVC, Élio Maia, presidente do Câmara Municipal de Aveiro, diria: “É assim que as coisas se constroem, com a colaboração entre o Estado, a Igreja, a autarquia e a sociedade civil”.

O acto do dia 23 de Janeiro foi apenas o início de mais uma fase na vida do CPSVC, que, como referiu P.e Joaquim Rocha, que preside à direcção, foi fundado em 1971e desde então foi crescendo no serviço social, com uma creche, um ATL, uma empresa de inserção profissional de mulheres, apoio aos imigrantes, uma casa-abrigo para mulheres vítimas de violência… “Teve sorte na instituição que escolheu”, disse o padre Rocha, dirigindo-se ao ministro Vieira da Silva, na sessão que precedeu o lançamento da primeira pedra.

O ministro afirmou que este “sonho e ambição da comunidade é uma das primeira obras no distrito a ser financiada pelo PARES [Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais]” e realçou o mérito de tal programa. “Até agora financiavam-se as instituições numa base casuística. Este programa garante o financiamento de uma obra em todas as suas fases e vai criar, até 2009, cerca de mil novas valências sociais em todo o país”, disse. Reconhecendo que a Creche do CPSVC “é um bom projecto”, o ministro referiu que até 2010 espera ter por todo o país creches para mais de 33% das crianças. Trata-se de uma meta europeia. No distrito de Aveiro, que tem sido o que mais candidaturas tem apresentado ao PARES, tal número deverá chegar aos 50%. “Felizmente temos uma grande resposta das comunidades”, disse, revelando que no distrito de Aveiro serão construídos 81 equipamentos com 141 valências e 5000 lugares para crianças e idosos. “Investimento sem paralelo na história recente”, rematou.

D. António Francisco, antes da assinatura do contrato do CSPVC com a Savecol, empresa que terá a responsabilidade de construção do novo edifício, sublinhou a importância do “diálogo franco e colaboração permamente” entre instituições e com o Estado e realçou que “a cultura da caridade tem um código de atenção aos mais pequenos e frágeis, independente da cor, do país, da religião…”. “A paixão de evangelizar, para os cristãos, transforma-se sempre em paixão de servir. (…) São as pessoas a razão de ser desta casa e o motor desta causa”.

J.P.F.