1. Não se conhecem respostas satisfatórias para a crise da Segurança Social. Os governos e outras entidades vêm actuando às apalpadelas. Nalguns países, registam-se soluções que parecem positivas a curto prazo, mas nada garante que sejam consistentes e duradoiras.
Neste contexto, bastante problemático, recomenda-se que cada cidadão e cada família adopte as orientações que lhe proporcionem a necessária previdência. Com tal objectivo deixam-se aqui estas sugestões de ordem prática.
1ª- Confiar na Segurança Social (pública). Ela vai manter-se provavelmente, porque é necessária e também porque é defendida por forças políticas de todo o leque partidário. Além disso, observa-se um trabalho regular de viabilização, apesar de insuficiências e desvios diversos.
2ª- Não confiar incondicionalmente na Segurança Social. Se é certo que, provavelmente, ela se manterá no futuro, é mais certo que ficará bastante aquém das expectativas nela depositadas.
3ª- Cumprir a legislação relativa à Segurança Social e contribuir para que esse cumprimento se expanda o mais possível. Quanto maior for o cumprimento da legislação e quanto mais ela melhorar, mais sustentável ficará o sistema de Segurança Social.
4ª- Recorrer a modalidades de previdência complementares da Segurança Social. Para quem disponha de rendimentos suficientes, justificam-se: o recurso a sistemas de poupança e de aplicações financeiras; a inscrição em mutualidades (ou associações de socorros mútuos); o recurso a seguros privados; e a pertença institucional (por exemplo, a associações de bombeiros, a misericórdias, a outras instituições particulares de solidariedade, a cooperativas de habitação, de consumo ou outras, a associações de desenvolvimento local…).
5ª- Desenvolver a cultura e a prática do trabalho. Não nos esqueçamos de que, ao longo da história, o trabalho foi sempre o meio por excelência de prevenir e vencer a pobreza. O trabalho inclui não só a actividade tipicamente laboral, mas também a iniciativa e o estudo ou formação.
6ª- Preservar e enriquecer a família como espaço de entreajuda.
Além das sugestões acabadas de referir, destinadas à acção pessoal e familiar, justifica-se acrescentar uma outra para o nível de freguesia. Trata-se da criação de espaços locais, ou comunitários, de solidariedade, caracterizados por dois objectivos fundamentais: erradicar as situações de carências inadmissíveis; e promover o desenvolvimento integral.
