Quando, através da experiência da família humana, penetramos no mistério de Jesus Cristo, compreendemos com maior clareza que, na base de todas aquelas vias ao longo das quais a Igreja dos nossos tempos deve prosseguir, existe uma única via: é a via experimentada de há séculos, e é, ao mesmo tempo, a via do futuro. Cristo Senhor indicou esta via sobretudo, quando pela sua Encarnação, Ele, o Filho de Deus, se uniu de certo modo a cada homem.
A Igreja deseja servir esta única finalidade: que cada homem possa encontrar Cristo, a fim de que Cristo possa percorrer, juntamente com cada homem, o caminho da vida, com o vigor daquela verdade sobre o homem e sobre o mundo, contida no mistério da Encarnação e da Redenção, e com a potência do amor que de tal verdade irradia. Cristo torna-se, de certo modo, novamente presente, apesar de todas as suas aparentes ausências, apesar de todas as limitações da presença e da actividade institucional da Igreja.
Jesus Cristo é a via principal da Igreja. Ele mesmo é a nossa via para «a casa do Pai» e é também a via para cada um dos seis mil milhões de seres humanos que vivem sobre o nosso planeta, desde o momento em que é concebido sob o coração da própria mãe. Por esta via que leva de Cristo ao homem, por esta via na qual Cristo se une a cada homem, a Igreja não pode ser entravada por ninguém.
Adaptação do nº 13 de “Redemptor hominis”, primeira encíclica de João Paulo II (1979).
