Cuidadores e sanadores

Olhos na Rua Curiosa uma palavra do Bispo de Leiria-Fatima, António Marto, ao falar aos profissionais de saúde do hospital da cidade: “Pode haver doentes incuráveis, mas não existem doentes incuidáveis”. O seu ponto de partida foi a parábola do Samaritano, que, compadecido com homem maltratado, espoliado e caído na estrada, dele cuidou antes de procurar quem o pudesse curar.

Não falta gente não cuidada nas nossas comunidades. Mais se lhes pergunta se já foi ao médico, do que se procura saber de que realmente sofre. Por vezes, é a solidão, o esquecimento ou mesmo o abandono dos filhos e familiares, a desatenção de vizinhos que, aparecem e mais julgam fazer um favor que pagar uma dívida de amor… Está ao alcance de todos nós cuidar, fraternalmente, de quem precisa, e não falta quem já o faça com respeito e com amor. Mas uma pergunta fica em aberto: Quem cuida dos cuidadores? Fogo que não se alimenta, apaga-se de vez. A resposta pertence, antes de mais, a quem serve, preside e pode fomentar nas comunidades cristãs o amor aos outros.