D. António Francisco, Bispo do Porto

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D. António Francisco dos Santos tomou posse da Diocese do Porto perante o Colégio de Consultores no dia 5 de abril, sábado, às 16h20, no Paço Episcopal.

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No domingo, milhares de pessoas acompanharam o Bispo do Porto na entrada solene e início do seu ministério na nova diocese. A presença de aveirenses fez-se notar. Um cartaz, já visto na Universidade de Aveiro, dizia “Aveiro, à distância do coração”. Uma senhora mostrou o estandarte da Missão Jubilar. E diversas pessoas, reconhecidas como sendo de Aveiro, interromperam o cortejo de entrada para abraçar ou beijar o anel do agora Bispo do Porto. Na homilia, D. António, que usou a cruz peitoral da Missão Jubilar, diria: “As Igrejas Diocesanas que servi, mas sobretudo ultimamente a Igreja de Aveiro, acompanhar-me-ão sempre como bênção, de que preciso, e como renovado incentivo ao serviço humilde, concreto, rico de fé e cheio de alegria. Obrigado, Igreja de Aveiro! Obrigado, aveirenses!” Muitos padres e bispos acompanharam D. António, mas uma ausência foi notada, a do anterior bispo do Porto e atual Patriarca de Lisboa. D. Manuel Clemente não esteve na celebração devido a um compromisso fora do país.

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Ao entrar na Sé do Porto, D. António Francisco beijou a soleira, um gesto que é sinal de amor, dedicação, humildade, serviço, entrega ao seu novo povo, novo rebanho.

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Na homilia, o Bispo do Porto lembrou que foi chamado ao episcopado por João Paulo II, a Aveiro por Bento XVI e ao Porto por Francisco. Saudou e referiu-se aos bispos auxiliares, padres, diáconos, seminaristas e leigos, para rematar: “Todos somos necessários e imprescindíveis!”

D. António Francisco disse não ter “planos prévios ou antecipados programas de ação”. “Eles surgirão à medida do sonho de Deus e da sua vontade divina para esta Igreja do Porto”, disse. Acrescentou, por outro lado, que dará “lugar determinante aos órgãos eclesiais de participação e de corresponsabilidade que existem para fomentar a comunhão geral”. “Desejo aprender, dia a dia, a história da Igreja do Porto, sentir os seus dinamismos, ler e reler o evangelho em chave de missão com o olhar colocado no horizonte do futuro, onde Deus nos precede. Procurarei acolher a bênção que constituiu para nós a “Missão 2010”, a visita do Papa Bento XVI à nossa cidade, a vivência do Ano da Fé e tantos outros sinais presentes e impressos no coração disponível de mais de dois milhões de habitantes da nossa terra”, afirmou. Lembrou ainda a “grande quantidade e geral qualidade das suas instituições cívicas, culturais, académicas, hospitalares, desportivas e filantrópicas” do Porto, as escolas, as universidades e a comunicação social, para realçar que “também aqui a fé e o evangelho são a porta que abre para um caminho novo na Igreja e no mundo”, pois “há uma conexão íntima entre a evangelização, a promoção humana e o desenvolvimento dos povos, de modo a que a verdadeira esperança cristã gere história, dê sentido à hora que vivemos e apresse um futuro melhor”. E uma palavra para os mais frágeis: “Sejamos ousados, criativos e decididos sempre mas sobretudo quando e onde estiverem em causa os frágeis, os pobres e os que sofrem. Esses devem ser os primeiros porque os pobres não podem esperar! Temos na história da Igreja do Porto «modelos de caridade» que nos podem guiar neste caminho”.

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No final da missa, D. António foi ao terreiro da Sé saudar os seus diocesanos e todos os que o acompanharam nesta mudança. Entrou novamente na Sé e seguiu-se uma sessão de cumprimentos de quase três horas.

Fotos: Diocese do Porto, J.A.C. e J.P.F.