D. Nuno Brás ordenado bispo pelo cardeal-patriarca

D. José Policarpo presidiu à ordenação episcopal de D. Nuno Brás, nomeado por Bento XVI como novo auxiliar do Patriarcado, deixando votos de que exista entre todos “comunhão de fé e de caridade”. “O bispo é sacramento de Cristo Bom Pastor, o que transforma toda a nossa vida. Somos chamados a ser dom sem hesitação e sem limites, a tomar a sério as Palavras de Jesus: «O que fizeres ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fazeis»”, disse, na homilia da celebração a que presidiu, no domingo, 20, no Mosteiro dos Jerónimos.

Para D. José Policarpo, “a caridade é a expressão central do ministério do bispo, porque é sacramento da caridade de Jesus Cristo, que lhe pede que a exprima com o seu amor de homem”.

O cardeal-patriarca disse que um novo bispo “é sempre um dom de Deus à sua Igreja”. “Agradeçamos ao Senhor, neste dia, este dom à Igreja de Lisboa que, nas circunstâncias presentes, tanto dele precisa. Quando uma diocese, pelas suas dimensões, é servida por vários bispos, eles têm de ser, na sua comunhão de fé e de caridade, testemunho vivo do único Senhor”, acrescentou, sublinhando que “há um único ministério episcopal”.

Com D. José Policarpo foram bispos ordenantes o presidente do Conselho Pontifício para Promoção da Nova Evangelização, D. Rino Fisichella – professor de Teologia Fundamental, em Roma, do então padre Nuno Brás – e D. Manuel Clemente, bispo do Porto, também antigo reitor do seminário maior dos Olivais.

D. Nuno Brás nasceu a 12 de Maio de 1963 no Vimeiro, Lourinhã (patriarcado de Lisboa), e foi ordenado padre em Julho de 1987. É reitor do seminário maior de Cristo Rei (Olivais) desde 2005 e director do departamento de departamento de comunicação do patriarcado de Lisboa desde 2010.