Liga Operária Católica apoia greve geral e conclui comemorações dos 75 anos

A LOC/MTC (Liga Operária Católica / Movimento dos Trabalhadores Cristãos) encerra nos dias 26 e 27 de Novembro, na Casa Diocesana de Vilar, no Porto, as celebrações dos 75 Anos existência.

O movimento pretende com este evento fazer “memória da riqueza alcançada ao longo da sua história”, ao mesmo tempo que incentiva “todos e cada um a continuar esta chama que ainda arde com amor e dedicação em cada um de nós”. Por outro lado a LOC/MTC quer “projectar o futuro com audácia” e recriar “pelo testemunho de vida e pelo compromisso cívico” a “humanização do trabalho”, “agindo com a consciência e persistência que advêm da fé no projecto libertador de Deus para os homens”, conforme afirma em comunicado enviado às redacções.

O programa do próximo fim-de-semana, no primeiro dia destina-se à equipa nacional, destacando-se a reflexão sobre “angústias, alegrias e desafios do mundo do trabalho actual” e sobre a “actualidade da mística e do método da LOC/MTC”.

No domingo, 27, o programa destina-se a todos os “militantes, simpatizantes e amigos do movimento”, tendo início pelas 10h. Às 11h30 celebra-se a Eucaristia. À tarde, haverá “tempos para as dioceses”, intercalados com intervenções musicais, e serão apresentados os “desafios da LOC/MTC para o futuro”.

A LOC/MTC revelou na quinta-feira passada o seu apoio à greve geral do próximo dia 24, como sinal de “solidariedade” para com todos os trabalhadores que vivem “situações de fragilidade laborais e financeiras”. “Com responsabilidade social e cristã, queremos tornar público o nosso apoio à próxima greve geral, legitimamente convocada pelas duas centrais sindicais para o próximo dia 24 de Novembro”, revelou em comunicado.

A adesão à greve é justificada pelo “corte em direitos laborais, na protecção social e nos serviços públicos, empobrecendo cada vez mais quem vive do seu trabalho ou está excluído dele”. A organização católica para o mundo laboral deixa um elogio aos que “tomam nas suas mãos a tarefa de fazer inverter o rumo que esta globalização económica e financeira desregulada tem imposto às democracias”.

A nota sublinha, por isso, a necessidade de “implementar novas regras laborais dignificadoras dos trabalhadores, justamente remuneradas e respeitadoras da vida familiar e social e da sustentabilidade do planeta”. “Acreditamos que a participação cívica e acções concertadas podem pôr fim a estas políticas económicas e sociais tão injustas e desumanas”, assinala o comunicado.

J.P.F. / Ecclesia