
Mãe e Revisora de Texto
“Mãe, sem a língua não podemos falar?! O teu trabalho é da língua, não é? Mas não é estaaaaaa.” Há quem deite a língua de fora; e há aqueles que querem deitar as línguas fora, proibindo o uso das que não são consideradas oficiais. Estima-se que, até ao final deste século, irão desaparecer cerca de 7 mil idiomas em todo o mundo. Ora, com a extinção de uma língua, é toda uma cultura que se perde. Para travar a desvalorização das línguas naturais e promover a diversidade linguística e cultural, celebra-se, a 21 de Fevereiro, o Dia Internacional da Língua Materna.
A língua materna é aquela em que nascemos, em que nos deleitamos, bebendo as primeiras palavras com o leite da mãe. Por isso, o modo como pensamos e sentimos a realidade está, de forma indelével, moldado pela nossa língua materna. Nelson Mandela exprime-o com íntima sabedoria: “Se falares com um homem numa língua que ele entenda, a informação vai para a sua cabeça. Se falares com ele na sua própria língua, a informação vai para o seu coração”. Na nossa língua-mãe, todos temos o coração na boca!
