Segundo relatório encomendado pelo Ministério da Saúde O relatório, que o Ministério da Saúde encomendou a uma equipa de peritos sobre a reorganização dos serviços de urgência existentes no País, propõe, no que se refere ao distrito de Aveiro, o encerramento dos serviços de urgência de cinco hospitais (Anadia, Espinho, Estarreja, Ovar e São João da Madeira), a manutenção dos serviços actualmente existentes em outros cinco hospitais (Águeda, Aveiro, Castelo de Paiva, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira) e a abertura de um serviço de urgência em Arouca.
A justificação para o encerramento desses cinco serviços de urgência é a existência de uma afluência diária inferior a 150 pessoas (Anadia, Espinho, Estarreja e São João da Madeira), proximidade a outros serviços de urgência (Estarreja próximo da urgência de Aveiro; Espinho, Ovar e São João da Madeira perto da urgência de Santa Maria da Feira; Anadia, próximo da urgência de Coimbra). O relatório refere que, apesar da urgência de Ovar ter mais de 150 afluências diárias, tem acessibilidade rápida ao serviço de urgência de Santa Maria da Feira.
A abertura de um “serviço de urgência básica” em Arouca justifica-se pela distância e tempo necessário para chegar à urgência mais próxima.
Para os hospitais de Aveiro (Infante D. Pedro) e de Santa Maria da Feira (São Sebastião) são propostos serviços de urgência do segundo nível (“serviço de urgência médico-cirúrgico”). A manutenção de “serviços de urgência básica” em Águeda e em Oliveira de Azeméis justifica-se, respectivamente, pela necessidade de haver um serviço desse género entre Aveiro e Coimbra, e de haver um serviço de urgência de apoio ao hospital de Santa Maria da Feira.
De acordo com o proposto por esse relatório, no distrito de Aveiro não deverá ficar nenhum “serviço de urgência polivalente”, o nível mais completo na nova estrutura de urgências.
A contestação ao eventual encerramento dos serviços de urgência já se faz sentir, nomeadamente em Estarreja, concelho onde a Assembleia Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção contra o eventual encerramento, documento que foi enviado ao Ministro da Saúde. Também o presidente da autarquia, José Eduardo de Matos, aproveitou a presença do Primeiro Ministro, José Sócrates, no concelho, para reafirmar a necessidade do Hospital Visconde de Salreu continuar a ter um serviço de urgência 24 horas por dia, pelo facto desse hospital ter equipas devidamente preparadas para intervir em caso de risco industrial químico.
C.F.
