A Igreja Anglicana vive uma das mais graves crises de sua história, cada vez mais dividida sobre temas como a homossexualidade ou a ordenação de mulheres, a ponto de alguns falarem em cisma.
“A crise não tem precedentes desde a Reforma que devastou a Igreja Católica na Inglaterra no século XVI”, escreveu o jornal “The Times”, na sua edição de 1 de Julho.
O jornal dedica sua primeira página à ameaça feita por 1300 eclesiásticos anglicanos de deixar a Igreja, em protesto contra uma votação que pode consagrar a ordenação de mulheres na posição de bispo, no Reino Unido. Na carta enviada ao Primaz anglicano, Rowan Williams, e ao Arcebispo de York, John Sentamu, os signatários anunciam que estão dispostos a romper com a Igreja da Inglaterra.
No próximo dia 16 de Julho inicia-se a conferência de Lambeth, que se realiza a cada dez anos, reunindo representantes da Comunhão Anglicana, com 77 milhões de fiéis.
