Olhos na Rua Se o novo livro de Ratzinger sobre “Jesus de Nazaré”, tal como o primeiro, há anos publicado, aparecesse sem o nome do autor, teria, pelo seu método e conteúdo, a mesma aceitação e venda? Em Roma, e por aí fora, alguns encontrariam logo nele imprecisões, ousadias, expressões equívocas, afirmações demasiadamente afrontosas e dissonantes da doutrina tradicional. Enfim, um livro desnecessário, também se diria, pois que são já muitos, bons e doutrinariamente seguros, os livros que se escreveram sobre Jesus Cristo. Na Igreja abundam os sábios e os críticos, tal como na política. Seria interessante saber-se quantos dos que opinam leram o primeiro volume até ao fim e quantos pensam ler este até à última página. É de crer que para além dos bispos que o vão apresentar nas suas dioceses, muitos outros o venham a ler com proveito. Ao menos agora que conhecemos o autor e o que ele vem pensando e escrevendo desde há muito, com o expressão da sua fé, não nos deixe indiferentes ou apenas presos às críticas que já por aí pululam.
