Discussão do Código de Trabalho na AIDA Em todos os quadrantes da vida social e económica do País se discutem as novas regras do importante, como polémico, documento que é o novo Código de Trabalho.
O tempo de análise e discussão a nível de associações ou outros instituições credenciadas continua mas é curto. O novo documento entra já em vigor no dia 1 de Dezembro.
Isto foi o que constatámos no Seminário da AIDA— Associação Industrial do Distrito de Aveiro —, que promoveu este fim-de-semana no Centro de Congressos com peritos a procurarem dar informações e erguendo dúvidas sobre alguns pontos deste documento.
Os próprios responsáveis de organizações e instituições, sem porem em dúvida o valor desta estrutura laboral, no entanto, entendem que a maioria dos interessados não está devidamente esclarecida dos prós e contras. O próprio Presidente da AIDA, Engº Coutinho, disse-nos haver ainda muitas interrogações que devem ser esclarecidas aos interessados. “Eu mesmo tenho ainda algumas”, disse-nos aquele responsável da maior Associação Industrial do Distrito. Por isso, diz, “é que se promoveu este Seminário”.
O responsável pela Agência Portuguesa de Investimento (API), Fernando Costa Lima, referiu haver “necessidade de uma maior flexibilidade nas negociações da contratação de trabalhadores, sendo mesmo a inflexibilidade um entrave à melhoria da competitividade.”
Para os responsáveis da AIDA, este documento abre uma nova era no universo laboral, que pode proporcionar um aumento de produtividade e com maior qualidade, o que os empresários consideram fundamental para a economia nacional. No entanto há que ter cautelas na sua aplicação.
A sua aplicação no terreno é que irá ser de difícil laboração porque se jogará com muitos interesses entre empregados e empregadores.
O tempo já é escasso, mas espera-se que até à entrada em vigor haja ainda tempo de limpar cestos de… vindima, proporcionando diálogo entre forças em campanha para se encontrar algum consenso.
D.R.
