Olhos na Rua A menor atenção à vida e ao que se passa à nossa volta torna-nos ingénuos. Aqui há meses, não sei se por estratégia das polícias, se por mandato da “troika”, se por influências interessadas, a comunicação social passou a falar menos de droga, de tráfico, de mortes por “overdose”… A gente sabia que o mal não estava curado, mas parecia menos agravado. De repente, sabemos de novo das toneladas de droga apanhadas aqui e ali, de lugares de entrada e de saída, da rede monstruosa como ligações que nos passam por baixo do nariz. E também se começou a dizer, com mais clareza, que era preferível liberalizar o uso, para melhor se controlar o tráfego…
Realmente, o polvo estende cada vez mais os seus tentáculos, os donos que mandam são cada vez mais internacionais, com gente de muitos lados e línguas, toda interessada no mesmo: ganhar e, para isso, corromper, destruir, matar, arruinar pessoas e famílias. Parece que o perigo está apenas em se deixar apanhar. O resto? Ora bem!…
