Naval 2 – Beira-Mar 1 Equipa aveirense perdeu sete pontos nos últimos minutos de três encontros.
Emoção Q. B. – A Naval 1º de Maio e o Beira-Mar, curiosamente duas equipas que até ao momento só tinham perdido com o FC Porto, realizaram uma partida que, apesar de mal jogada, teve emoção até ao apito final do árbitro Rui Costa.
Futebol Praticado – Houve momentos no encontro da Figueira da Foz em que, apesar dos 22 jogadores, o trio de arbitragem e público nas bancadas (em número muito reduzido), não se viu futebol. De facto, pontapé para o ar e para a frente, passes errados e uma inaptidão dos dois conjuntos para realizar jogadas com princípio, meio e fim, fizeram com que o jogo tivesse uma qualidade sofrível, apesar de toda a emoção.
Ganhar vantagem sem merecer – O Beira-Mar, através de André Leão, a quatro minutos do minuto 90, faz o golo que parecia garantir os três pontos, com um forte e colocado remate de fora da área.
O descalabro – A vitória parecia querer sorrir aos comandados de Augusto Inácio, mas o tempo de compensação concedido pelo juiz da partida viria a ser fatal para as suas aspirações. Nei, que na última época, ao serviço do Moreirense, já tinha marcado frente ao Beira-Mar, fez dois golos e deu a vitória à equipa da Naval, com claras responsabilidades para a estrutura defensiva da equipa Aveirene.
Justiça – O Beira-Mar perdeu de uma forma inglória, mas verdade seja dita que os dois golos que sofreu no período de compensação acabam por castigar uma equipa que até esteve perto de vencer, mas procurou sempre empatar. Obviamente perder com dois golos marcados em tempo de compensação é doloroso, mas a equipa Aveirense, pela falta de ambição demonstrada ao longo de quase toda a partida e pelas substituições realizadas por Augusto Inácio na segunda parte, não merecia os três pontos.
Sete Pontos perdidos – Quem comete erros como os aveirenses cometeram na fase final dos encontros frente ao Aves, Leiria e Naval não merece mais do que aquilo que teve. O Beira-Mar averbou a segunda derrota consecutiva, numa altura em que se aproximam jogos de dificuldade elevada e perdeu já 7 pontos nos últimos minutos de três encontros. A situação está longe de ser dramática, mas pontuar nos próximos desafios é importante.
O trio de arbitragem – Num jogo que nunca conheceu grandes momentos de espectáculo, nota positiva para o trabalho do trio de arbitragem, ainda que dê a sensação do primeiro golo da Naval ter sido obtido em posição de fora de jogo.
Paulo Diz
