Ponta de Lança Vejamos o tema deste apontamento na interpretação que lhe queremos dar, ao usar, com a inclusão dos parênteses, uma dupla interpretação, uma dupla abordagem semântica. Naturalmente, está ali presente o verbo saltar substantivado e igual alusão gramatical para assaltar. Quando começa um e termina o outro? Apenas no grafismo dos parênteses?
Percorrendo os caminhos tortuosos dos desportos (e de maneira geral toda a vida portuguesa, por exemplo, investimento estrangeiro veio… investimento estrangeiro foi!) algumas vezes são saltos, a maior parte das situações são mesmo assaltos! É difícil entendê-lo de outra forma!
Será possível encontrar explicações nas coisas do desporto para o que está a acontecer com o campeonato realizado pelo Beira-Mar? E a campanha europeia das equipas nacionais, em futebol, compreende-se? E o número de equipas que estão inscritas na Liga de Basquetebol? E o andebol, o rugby, o hipismo, o atletismo… em tudo, em todas as modalidades desportivas – com excepção, porventura, para o hóquei em patins – não há um plano definido que permita encontrar evolução, progresso. Apenas um saltitar imediato, que tem tanto de imediatismo como de inconsequência!
Agora a ADSE, um outro paradigma!
Haverá remédio para tanta doença nas contas do Estado? Todos sabemos que o abono prestado para os prestadores de serviço ao Estado não é igual para todos. Há grupos (muitos grupos!) de trabalhadores que, para o mesmo tratamento (muitos tratamentos!), podem ver aplicada a contribuição total; outros (muitos outros), com o mesmo desconto, apenas têm acesso a contribuições tardias e parciais (muito parciais)?! Agora aumentou a lista das prescrições medicamentosas não comparticipadas e aumentará também a percentagem de incidência sobre o vencimento dos trabalhadores (mais 0,5 %)! E as taxas moderadoras? E a necessidade de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde, para atestar que a pessoa está doente… Fantástico!
Mas… aqui… de que se trata? Saltos para sanear as contas públicas ou (as)salto por incompetência no saneamento das contas públicas?!
Coloquem-se placas nas fronteiras (mesmo as que foram extintas), avisem o tráfego aéreo, lancem bóias ao mar no traçado da nossa zona económica exclusiva: ingovernável! Falência!
E nós a acreditarmos, ao ver o leilão do “cowparade”, que finalmente Portugal era viável!?
Desportivamente… pelo desporto!
