E lá temos nós de voltar ao Estádio!?

Ponta de Lança É evidente! Uma pessoa até quer ver as coisas pela positiva mas não se pode conformar com opções que é preciso rever!

Sexta-feira à noite, um grande espectáculo anunciado para Aveiro: Beira Mar e Marítimo disputavam uma partida de futebol. Num espaço de quatro dias cerca de vinte mil pessoas juntavam-se para, por duas vezes, presenciarem o (talvez!?) maior espectáculo do mundo actual. Coisa rara em Aveiro, note-se. O Estádio antigo leva cerca de dez mil pessoas; enchia duas a três vezes por ano (nos jogos com as equipas de topo ou perto do final do campeonato, quando estava em jogo algo de importante). Agora irá ser sempre assim? Parabéns!

Mas no melhor pano cai a nódoa! Será que não é suficiente a subjectividade deste jogo – uma simples pessoa (o árbitro) pode definir o rumo (profissional e económico) de uma agremiação e (emocionalmente) de milhares de aficionados?! Sendo o futebol um espectáculo de Inverno e caro é justo que se reclamem boas condições nas estruturas mínimas: segurança e comodidade; nos transportes, nos materiais a introduzir (guarda-chuvas, por exemplo, porque não um balcão de recepção para esses materiais?), visualização do jogo, etc.

É verdade que só vai ao futebol quem quer. No entanto, é justo que, tratando-se de uma obra pública, os públicos tenham o mesmo direito dos privados! Já que não pode haver tratamento como VIP (very important person = pessoa muito importante) para todos, então que haja o mínimo para os VPP (very payer person = o verdadeiro pagador)!

Desportivamente… pelo desporto!