O jornal “Ecos de Cacia” comemorou a passagem do seu 90º aniversário, no dia 7 de Agosto, com uma festa realizada no campo de futebol local, numa iniciativa conjunta daquele mensário e da Junta de Freguesia de Cacia.
Foi em Agosto de 1915 que o “Ecos de Cacia” surgiu pela primeira vez nas bancas, então como semanário “republicano, noticioso e defensor dos interesses de Cacia e terras limítrofes”, com o objectivo de libertar o povo da terra do “flagelo reaccionário-caciquista”. João Joaquin Nunes da Silva, um alfaiate de profissão, foi o mentor desse projecto que, devido à morte do seu fundador, durou apenas um ano. Em Agosto de 1930 o “Ecos de Cacia”, com o subtítulo “Semanário independente defensor dos interesses da região do Vouga”, retomou a sua publicação, agora sob a direcção de José Marques Damião, que se manteve à frente do jornal até 1956, ano em que assumiu a direcção o seu filho, Manuel Damião.
Ao longo de 44 anos, até ao ano 2000, Manuel Damião foi um autêntico “faz tudo” no “Ecos de Cacia”, sendo não só o seu director, como também o impressor (ainda numa tipografia com caracteres de chumbo, o que fez desse jornal, no final do século vinte, um “museu vivo”), o jornalista e o distribuidor.
Após a morte de Manuel Damião, a sua viúva, Judite Cavaleiro Henriques, doou, em Novembro de 2000, todo o espólio do jornal à Junta de Freguesia de Cacia, entidade que em 2002 retomou a publicação do jornal, no que é agora a terceira série do “Ecos de Cacia”.
