Mais espaço livre na FARAV Na 26ª edição da FARAV – Feira de Artesanato de Aveiro, certame que integrou a 18ª Mostra Nacional e Internacional de Artesanato e a 10ª Feira Regional de Gastronomia, notou-se muito mais espaço livre de stands e uma aparente má distribuição dos mesmos nos dois pavilhões.
Este ano, os visitantes ficaram com a sensação de ter havido uma redução acentuada de stands ou do espaço por eles ocupado; notada também a falta de alguns artesãos que há muito expunham os seus produtos neste certame, sendo também notório o aumento do espaço ocupado pelos “comes-e-bebes” (presuntos, queijos, doçarias, azeites, vinhos e outros artigos alimentares “artesanais”) dentro dos dois pavilhões, apesar de decorrer, no pátio exterior, a Feira de Gastronomia Regional, com a presença de dez restaurantes e uma padaria de Vale de Ílhavo.
Para a Região de Turismo da Rota da Luz, a realização de FARAV, e da Feira Regional de Gastronomia, é um evento de relevante importância para a região, já que “o turismo e o artesanato sempre tiveram uma ligação próxima”, sublinhou Encarnação Dias, presidente da Região de Turismo da Rota da Luz. E isso porque “o crescimento de um potencia e promove o desenvolvimento do outro. Duma maneira geral, o turista que se interessa pelos costumes, as tradições, a cultura dum país ou duma região, sempre procura no artesanato uma saída ou uma ajuda para as suas investigações, uma referência para o seu conhecimento global”.
Para o responsável da Rota da Luz, o turismo é uma das saídas para alguma recuperação económica do país. A par desse sector, “o arte-sanato é também um complemento dessa contribuição: cria emprego, mobiliza e desenvolve capacidades, é criativo”.
C. F.
