Beira-Mar 0 – Chaves 0 Num jogo sem golos, o Beira-Mar não foi capaz de aproveitar a apatia da equipa adversária para vencer o desafio. Contudo, o primeiro empate caseiro desta época permite manter o primeiro lugar, graças a resultados alheios
O tempo – O tempo não ajudou ao espectáculo – Frio e Chuva forte.
As Alterações – O ponta-de-lança brasileiro Didi foi integrado no onze inicial, por lesão de Luis Vouzela, médio defensivo que apesar de ainda ter realizado o aquecimento não se sentiu em condições de dar o seu contributo à equipa aveirense. A troca indicava uma equipa mais ofensiva, mas faltou engenho e arte para dar qualidade à exibição, também dificultada pelo relvado escorregadio.
O que faltou – Faltou eficácia na finalização da equipa treinada por Augusto Inácio que, apesar de não ter criado muitas oportunidades e longe de ter produzido uma grande exibição, fez o suficiente para somar os três pontos em disputa.
Os destaques do lado do Beira-Mar – O médio Torrão, que entrou no decorrer da segunda parte. De facto, a entrada do médio ex-Leiria em campo teve melhorou a produção de jogo do Beira-Mar, que progressivamente foi empurrando o oponente para junto da sua área. O jogador português assumiu com alguma classe e autoridade o comando do jogo ofensivo da equipa e contribuiu para que o Chaves perdesse as (poucas) aspirações ofensivas e se limitasse a tentar travar as jogadas do Beira-Mar.
O resultado – O empate sem golos acaba por ser um resultado justo porque castiga a falta de eficácia dos jogadores aveirenses ainda que, a existir um vencedor teria de ser a equipa do Beira-Mar.
A Arbitragem – A arbitragem não foi marcada por grandes erros, nem por casos difíceis de analisar. No entanto, o critério adoptado na marcação das faltas, nem sempre foi o mais correcto.
Paulo Diz
