A Associação Cristã de Empresários e Gestores deu-se a conhecer em Aveiro. A sua finalidade é “potenciar o compromisso social de cada empresário e gestor no seu meio”.
“A excelência de uma decisão na empresa não se deve ao ser católico. Deve-se ao ser competente. Mas quanto mais seguros estamos dos valores, mais acertamos nas decisões”, afirmou Jorge Líbano Monteiro, secretário-geral da ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores). O dirigente apresentou a ACEGE a duas dezenas de empresários e gestores da região de Aveiro, no Centro Universitário Fé e Cultura, numa sessão promovida por D. António Marcelino e alguns empresários.
A ACEGE foi fundada em 1998, herdando a tradição da UCIDT (União Católica de Industriais e Dirigentes do Trabalho), e pretende ser “uma referência moral para a sociedade”, tendo como ponto forte o Código de Ética dos Empresários e Gestores. Este Código, cuja elaboração foi liderada pelo empresário José Roquete, dirige-se às pessoas (e não às empresas) e já foi assinado por meio milhar de empresários e gestores. “Afirmamos que são as pessoas que são éticas e, nesse sentido, as empresas ganham o seu carácter ético através das pessoas que as compõem e representam” – diz o Código, que se estrutura à volta de cinco pontos fundamentais: a dignidade dos homens que colaboram nas empresas; a economia social de mercado; a excelência no trabalho e na acção empresarial; o relacionamento com o Estado baseado na exigência, independência e lealdade; e o relacionamento com a sociedade baseado na solidariedade e na responsabilidade.
“Como empresários católicos, temos a obrigação especial de pôr os nossos dons a render”, disse Jorge Líbano Monteiro, defendendo que a luta contra a pobreza, inerente à “opção preferencial pelos pobres” assumida pela Igreja, tem de passar por perceber “quais os mecanismos que geram riqueza, porque isso é que é importante para os pobres”. “É necessário potenciar o compromisso social de cada empresário e gestor no seu meio”, disse.
A ACEGE rege-se pela Doutrina Social da Igreja (DSI – pensamento católico sobre as realidades sócio-económicas), não porque haja uma gestão empresarial católica – isso não existe –, mas porque “a Igreja é instituição humanizadora, e toda a realidade humana a preocupa”, disse D. António Marcelino.
Com cerca de 600 associados, a ACEGE espera chegar aos 1500 sócios em 2010. Com sede em Lisboa e núcleos em Vila Real, Bragança, Braga e Lamego, a associação espera expandir-se para Aveiro, Beja, Évora Funchal e Viseu no presente ano.
Não há esquemas pré-definidos para a actividade dos núcleos, mas os seus encontros costumam centrar-se na formação para os valores e na DSI. O núcleo de Aveiro está agora dependente da adesão de um mínimo de 10 empresários e gestores.
Visão da ACEGE
“A ACEGE é uma associação de homens e mulheres de empresa, que partilham entre si valores cristãos e procuram aplicá-los no desenvolvimento da sua vida profissional.
A ACEGE propõe-se, como missão, inquietar e mobilizar as consciências das pessoas, divulgando valores partilhados pelos seus membros e a doutrina social da Igreja que os exprime.
Queremos ser vistos como uma referência moral na sociedade portuguesa, contribuindo através de uma atitude frontal de afirmação e esclarecimento, para fortalecer a sociedade civil, ajudando a difundir uma cultura de responsabilidade”.
Para conhecer a AGEGE:
www.acege.org
Para constituição do núcleo de Aveiro, contactar:
José Carlos Santos, cssegc@gmail.com
