Encontro arciprestal reuniu párocos e agentes da pastoral

Em Oiã No passado dia 7 de Novembro, realizou-se no salão paroquial de Oiã um encontro que juntou muitas dezenas de cristãos das dez paróquias de Oliveira do Bairro: Sangalhos, Oiã, Fermentelos, Nariz, Palhaça, Bustos, Mamarrosa, Amoreira da Gândara, Troviscal e Oliveira do Bairro, na sequência da abertura do ano pastoral da Diocese de Aveiro que, por sua vez, teve lugar no dia 5 de Outubro.

Foi orientador do encontro o P.e Francisco Melo, pároco da Gafanha da Nazaré. Estiveram presentes os diversos párocos do arciprestado e agentes da pastoral social (Cáritas, Conferência Vicentina, Visitadores de Doentes, Ministros da Comunhão…), agentes da pastoral juvenil (jovens, catequistas…), elementos dos conselhos económicos e pastorais e das comissões de culto e outros cristãos interessados.

O arcipreste, P.e António de Almeida Cruz, deu as boas vindas aos presentes e, após uma oração inicial, perspectivou a abertura do ano pastoral arciprestal, como parte integrante da “Igreja de Aveiro, Âncora e Farol da Esperança”, e destacou a «nova perspectiva pastoral» que abrange os anos 2008-2013 (constante da Carta introdutória de D. António Francisco dos Santos), considerando na sua elaboração os seguintes aspectos: todos necessários, todos envolvidos; em comunhão com toda a Igreja; encontro pessoal com Jesus Cristo; esperança, força propulsora dos programas pastorais; trabalho em equipa; o arciprestado: unidade de base na pastoral de conjunto; ao serviço da Caridade.

O P.e Francisco Melo fez a apresentação do plano e do lema da Diocese, «Igreja Diocesana Renovada na Caridade é Esperança do Mundo», e centrou a atenção na dinâmica do arciprestado, realçando três expressões: favorecer a comunhão; fazer a leitura profética da evolução das situações, dos acontecimentos e dos sinais dos tempos; fomentar a partilha de experiências.

Definiu como pontos de partida do respectivo plano: um projecto para cinco anos; conscientes da realidade que vivemos; a apontar para a celebração do Jubileu dos 75 anos da restauração da Diocese; dinamizados pelo ânimo de uma nova evangelização; confiantes na esperança fundada no amor de Deus Trinitário pela humanidade de que a Igreja Diocesana quer ser rosto; tendo como pano de fundo a Igreja que queremos ser: Igreja que vive e promove a comunhão que Deus quis fazer com os Homens e a consequente missão de Jesus Cristo.

Fez a justificação da meta geral para 2008-2013, baseando-se na Sagrada Escritura e em documentos do Magistério da Igreja: “Deus é Amor”, “É na esperança que fomos salvos”, “ O encontro com Jesus Cristo dá à vida um novo horizonte”, “Toda a actividade da Igreja é manifestação de um amor que procura o bem integral do ser humano”, “A verdadeira e grande esperança do ser humano, que resiste apesar de todas as desilusões, só pode ser Deus”, “O primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração”, e “Quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela da esperança?”.

Como pano de fundo, citou a Fé, a Caridade e a Esperança, e as metas a atingir para sermos Igreja Diocesana e, portanto, também no arciprestado: constituída por cristãos conscientes da fé; solidificada na oração; talhada pela caridade; vivida em família; renovada e dinamizada nas suas estruturas; celebrando festivamente o jubileu diocesano; interventiva no mundo, para ser âncora e farol de esperança.

Depois de enumerar as cinco etapas até 2013 (já diversas vezes apontadas no Correio do Vouga) desenvolveu a primeira, realçando os seus objectivos específicos: Busca de identidade e vocação cristã, sobretudo na sua dimensão social e caritativa; promover o espírito de partilha; desenvolver a consciência da presença da Igreja no mundo, sobretudo através da Doutrina Social da Igreja; dar visibilidade à acção social da Igreja; elaborar um plano de acção sócio-caritativa; promover o voluntariado; conhecer e aproveitar as potencialidades que o ISCRA oferece; reflectir e avaliar as estruturas arciprestais; e promover as diferentes formas de realização vocacional, sobretudo de consagração.

Concluiu, afirmando que nos resta viver este quinquénio pastoral com duas atitudes fundamentais: trabalhar como se tudo dependesse de nós e rezar… sabendo que tudo depende de Deus.

O arcipreste, P.e António Cruz, fez referência ao lema do arciprestado, “Enxertados em Cristo, unidos na Caridade”, e explicou que este ano (2008-2009) serão privilegiados vários aspectos nos âmbitos da pastoral da caridade, da educação/formação cristã, das estruturas pastorais e administrativas e da dinamização vocacional. E apresentou o respectivo calendário arciprestal.

Para finalizar, foram marcadas reuniões nas diversas paróquias, com o objectivo de se analisarem os problemas sociais existentes e as respostas que, se não estão a ser dadas, devem ser equacionadas pelas comunidades cristãs.

No dia 19 de Novembro, pelas 21 horas, decorrerá nova reunião no salão paroquial de Oiã, para a apresentação, ao nível arciprestal, dos estudos dos encontros paroquiais.

C.N.