Olhos na Rua Na Igreja tudo tem de andar pelo caminho da normalidade. De outro modo, geram-se ilusões, que podem redundar pesadelos. A vida da Igreja não se passa à boca de um palco, ansiosa de aplausos. Mesmo com casca bonita pode haver fruta podre. Mesmo com muita festa, tudo pode terminar com os últimos foguetes. Há coisas que não podem deixar de ser. Outras, que só são se nós quisermos.
A viagem de Bento XVI a uma Alemanha secularizada e a uma Igreja superorganizada, mas como ele disse, sem lugar para o Espírito, vale sobretudo pelas mensagens corajosas que nos deixou, e que ficam para além da viagem, como acontecimento. Não são fogo de vista. São aviso e anúncio de verdades a ter em conta por bispos, padres e leigos, para que o sejam, também, pelas comunidades cristãs. Quem programa por aí colóquios sobre estas mensagens? Provavelmente ninguém, porque o início do ano é mais tempo de incensar túmulos, do que perscrutar de onde vem a luz de Deus e para onde sopra o vento do Espírito. Coisas importantes e urgentes nos disse, também a nós, o Papa em Maio de 2010. Onde estão elas? Nos livros, já arrumados, claro.
