Uma pedrada por semana Há gente sempre disponível para dizer mal dos jovens. Gente azeda ou enferrujada que passa sem ler páginas lindas por eles escritas com alegria, generosidade e horizontes largos de esperança.
Foram centenas, na sua maioria universitários e licenciados recentes, os que no passado verão rumaram para países e zonas pobres da Africa e do Brasil, para realizarem, graciosamente, trabalhos de diversa ordem, em conjunto com populações deprimidas ou em seu favor.
Outros demarcam-se da banalidade que os cerca e dão rumo às suas vidas, indo “até onde os leva o coração”. Estão por aí, em diversas casas de formação, com a consciência de que não se perde tempo, quando se procuram critérios novos e sólidos para avaliar a vida e as propostas que a mesma lhes vai apresentando.
Muitos são os que se multiplicam em acções do voluntariado mais diversificado, dando novo vigor a serviços e instituições, onde a esperança já escasseava.
Alegres, confiantes, abertos aos outros, mesmo quando incómodos, não faltam jovens a dizer que a vida vale a pena e é urgente enchê-la de coisas lindas que o tempo não gaste.
Quando um dia a dedicação e a compreensão dos adultos para com os jovens for mesmo a sério, todos veremos o rosto da sociedade a mudar e a encher de alegria e esperança muitos corações de gente, onde estas já não pareciam possíveis.
A. Marcelino
